Dólar cai pelo segundo dia seguido e renova menor cotação desde setembro

Resultados, indicadores positivos e nova intervenção do BC são analisados, em sessão pós decisão do Copom

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SÃO PAULO – Mantendo-se no campo negativo durante todo o dia, o dólar comercial fechou esta quinta-feira (23) com queda de 0,68% – segunda desvalorização consecutiva -, sendo cotado na venda a R$ 1,890. Assim, a moeda norte-americana renovou sua mínima desde 26 de setembro do ano passado, quando encerrou o dia sendo negociada a R$ 1,854.

A nova movimentação negativa da divisa internacional refletiu o bom humor dos mercados, que reagiram com forte otimismo aos novos resultados corporativos divulgados e aos indicadores norte-americanos. A menor aversão ao risco dos investidores contribuiu para a retomada dos preços das commodities, aumentando o ingresso de dólares no País.

Acompanhando de perto a nova queda da moeda dos Estados Unidos, o Banco Central voltou a realizar suas intervenções no câmbio, através da compra da moeda no mercado à vista. Segundo o Depin (Departamento de Operações de Reservas Internacionais), o leilão teve início às 15h28 e terminou às 15h38 (horário de Brasília), cuja taxa aceita ficou em R$ 1,8915.

Copom reduz Selic a 8,75% ao ano

Esta quinta-feira também marca o dia seguinte da decisão do Copom (Comitê de Política Monetária), que anunciou na véspera a redução de 50 pontos-base da taxa básica de juro brasileira, a Selic, levando-a para o patamar de 8,75% ao ano.

“Esse patamar de taxa básica de juros é consistente com um cenário inflacionário benigno, contribuindo para assegurar a convergência da inflação para a trajetória de metas ao longo do horizonte relevante, bem como para a recuperação não inflacionária da atividade econômica”, afirmou em nota o BC, após o anúncio da decisão.

A medida tomada pelo Comitê não surpreendeu os analistas, que são unânimes em afirmar que o ciclo de flexibilização da Selic chegou ao fim.

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Agenda movimentada

Na pauta econômica norte-americana, destaque para o número de vendas de casas usadas no anualizado em junho e para o total de pedidos de auxílio-desemprego da última semana. Ambos os indicadores vieram melhores do que o esperado pelo mercado.

A agenda doméstica contou com a divulgação da DPF (Dívida Pública Federal), que cresceu 3,33% em junho, chegando a R$ 1,434 trilhão, segundo dados do Tesouro Nacional. Além disso, inflação do IPC-S, avanço da confiança do consumidor na passagem mensal para julho e a queda na taxa de desemprego de maio para junho também foram analisados.

Dólar abaixo de R$ 1,89

O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,8880 na compra e R$ 1,8900

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na venda, baixa de 0,68% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana foi negociada a R$
2,0300, representando um ágio de 7,52%
em relação ao dólar comercial.
Com esta queda, o
dólar acumula desvalorização de 3,72% em julho, frente
à baixa de 0,61% registrada no mês passado.

No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 19,13%.

Dólar futuro na BM&F
também opera em queda

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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em agosto
encerrou cotado a R$ 1.891,
baixa em relação ao fechamento
de R$ 1.907

da última quarta-feira. O contrato com vencimento em setembro, por sua vez, teve forte baixa,
atingindo R$ 1.901 frente
à R$ 1.917 do fechamento de

ontem.

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O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrou R$ 1,8900000

FRA de cupom cambial

Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,55% para setembro de 2009, 0,05 acima do fechamento anterior.