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SÃO PAULO – Mesmo diante do clima instável visto nos mercados, o dólar comercial manteve firme sua trajetória declinante nesta terça-feira (30), fechando em queda pelo segundo dia seguido, cotado na venda a R$ 1,795 – desvalorização de 0,44%. Com isso, o desempenho da moeda no acumulado dessa semana é negativo em 1,81%.
Além das referências divergentes apresentadas ao longo do dia, o movimento do câmbio refletiu a formação da Ptax de abril na próxima quarta-feira (31) e a consequente “disputa entre comprados e vendidos”, como explica a diretora de câmbio da AGK Corretora, Miriam Tavares. A Ptax é uma taxa calculada pelo Sisbacen (Sistema de Informações do Banco Central), que mostra a média das negociações de dólares entre bancos.
Já nos últimos instantes de negociação no mercado cambial, o Bacen anunciou um novo leilão de compra de dólares no mercado à vista. A operação foi realizada entre as 15h35 e as 15h45 (horário de Brasília) e obteve uma taxa de corte aceita em R$ 1,7949.
Referências internacionais
Contudo, as atenções se voltaram para a divergência vista nos indicadores divulgados pelas principais economias do mundo. Nos Estados Unidos, prevaleceu o otimismo, com a confiança do consumidor local ficando em 52,5 pontos em março, número acima do que era esperado pelos analistas, que apontavam para algo em torno de 51,0 pontos.
Contrabalanceando esses dados, os sinais emitidos do outro lado do Atlântico contribuíram para alimentar a instabilidade vista nos mercados. Na Europa, a revisão positiva do PIB (Produto Interno Bruto) do Reino Unido foi ofuscada pelo avanço abaixo do esperado da economia francesa e pelo corte no rating de crédito em moeda local da Islândia, anunciado pela agência de classificação de risco Standard & Poor’s.
Brasil: Rating e Meirelles
Por falar em ratings, a própria S&P afirmou nesta terça-feira que não vê motivos para mudar a nota de crédito soberano atribuída ao País, atualmente em “BBB-“, alegando que essas notas estão “bem ancoradas” e que possíveis elevações precisariam ser baseadas em taxas estáveis de crescimento.
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Por fim, deverá sair ainda na próxima sessão o anúncio do (até então) presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Por volta das 15h00, o Meirelles se reuniu com o presidente Lula para definir seu futuro político. Segundo Meirelles, o presidente pediu que ele ficasse no cargo até o final de seu mandato, e ele se comprometeu a dar uma resposta em 24 horas.
Dólar a R$ 1,795
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,7930 na compra e R$ 1,7950 na venda, baixa de 0,44% em relação ao fechamento anterior.
Com esta queda, o dólar acumula desvalorização de 0,77% em março, frente à queda de 4,13% registrada no mês passado. No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 3,09%.
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Dólar futuro na BM&F também fechou em queda
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em abril encerrou o dia cotado a R$ 1.794, forte baixa em relação ao fechamento de R$ 1.810 da última segunda-feira. O contrato com vencimento em maio, por sua vez, fechou em forte baixa, atingindo R$ 1.806 frente à R$ 1.821 do fechamento de ontem.
O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,7940000.
FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,04% para maio de 2010, 0,19 ponto acima do que foi visto no último fechamento.