Dólar cai pelo segundo dia seguido e fecha novembro com alta de 0,65%

Moeda chega ao segundo mês seguido de valorização; noticiário, formação da Ptax e compra de dólares do BaCen repercutiram

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SÃO PAULO – Acompanhando a melhora no humor do mercado interno durante a tarde, o dólar comercial consolidou uma trajetória negativa e chegou ao seu segundo dia consecutivo de queda, fechando cotado a R$ 1,712 na compra e R$ 1,714 na venda – depreciação de 0,58%. No entanto, a moeda conseguiu acumular ganhos de 0,65% em novembro, mesma variação vista no mês anterior. Já em 2010, a performance segue negativa em 1,56%.

Nesta sessão, novas dúvidas sobre a questão fiscal de algumas economias europeias, como Portugal e Espanha, mantiveram o clima tenso nas praças financeiras internacionais. Contudo, o mercado interno deu sinais de recuperação durante a tarde e passou a operar em alta. O movimento ascendente da Bovespa sinaliza uma maior entrada de divisas estrangeiras no País, contribuindo para a apreciação do real.

Compra de dólares e Ptax
No Brasil, destaque para a Medida Provisória 513, que trata do FSB (Fundo Soberano do Brasil) e, dentre outros pontos, permite que o Governo utilize os excessos do superávit primário na compra de moedas estrangeiras, que seria feita através do FSB. Além disso, cabe ressaltar que o Banco Central realizou um leilão de compra de dólares entre as 15h50 e as 15h55 (horário de Brasília), aceitando uma taxa de corte de R$ 1,714.

O mercado observou ainda a disputa pela formação da Ptax, taxa que referencia os vencimentos dos contratos futuros de dólar na BM&F. “No nosso mercado de câmbio os confrontos entre ‘comprados’ e ‘vendidos’ no dia da formação da Ptax são costumeiros, pelo menos até ser introduzida a nova sistemática de formação da Ptax”, explica em relatório o economista e diretor-executivo da NGO Corretora de Câmbio, Sidnei Moura Nehme. Isso provoca um significativo aumento no volume de negócios no mercado interbancário, que tem como intuito “artificializar aquela taxa em conformidade com o interesse”.

Referências internacionais
A crise fiscal europeia voltou a trazer apreensão aos mercados nesta sessão. Portugal e Espanha passam a ganhar mais evidência: enquanto o banco central do primeiro país alertou que seus bancos podem ser afetados por níveis intoleráveis de risco caso as reformas a serem implantadas não tragam o resultado esperado, os espanhois viram o prêmio exigido por investidores nos bonds de 10 anos atingir sua máxima desde o lançamento do euro.

Já nos EUA, referências mistas preencheram a agenda econômica do dia. Enquanto o nível de atividade industrial em Chicago em outubro quanto a confiança do consumidor local em novembro apontaram resultados melhores do que o esperado pelos analistas, o S&P/Case-Shiller mostrou que a média móvel trimestral de preço dos imóveis teve alta de 0,59%, enquanto o mercado aguardava que este número chegasse a 1,0%.

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Dólar futuro na BM&F e dólar pronto
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em dezembro segue o dia cotado a R$ 1.716, leve baixa em relação ao fechamento de R$ 1.720 da última segunda-feira. O contrato com vencimento em janeiro, por sua vez, segue em baixa, atingindo R$ 1.729 frente à R$ 1.732 do fechamento da véspera.

O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,7130000.

FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,95 para fevereiro de 2011, 0,18 ponto percentual abaixo do que foi registrado na sessão anterior.