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SÃO PAULO – Após abrir a sessão em alta, o dólar comercial inverteu sua tendência ainda durante a manhã, ampliando suas perdas pela tarde desta terça-feira (2). Assim, a moeda norte-americana fechou em queda pela sexta vez consecutiva, caindo 1,54% frente ao real, sendo cotada a R$ 1,923. Com essa nova baixa, a divisa chegou ao seu menor patamar desde o dia 30 de setembro do ano passado, quando encerrou valendo R$ 1,906.
A nova queda do dólar foi favorecida pelas referências externas apresentadas na sessão, tanto do âmbito corporativo quanto do econômico, o que provocou uma melhora no humor do mercado norte-americano. Contudo, os investidores brasileiros não apresentaram o mesmo ânimo visto no âmbito externo.
Buscando amenizar as perdas, o Banco Central realizou pela décima oitava vez seguida intervenção no mercado cambial, ao realizar compra de dólares no mercado à vista. Segundo o Depin (Departamento de Operações de Reservas Internacionais), a operação teve início às 15h34 e terminou às 15h44 (horário de Brasília) e a taxa aceita ficou em R$ 1,927.
Contribuindo para manter o bom humor no mercado visto nas últimas sessões, o número de contratos de compra e venda de casas usadas nos EUA em abril surpreendeu os investidores. Foi registrado um avanço de 6,7% na passagem mensal, enquanto os analistas previam alta de apenas 0,5%.
Setor financeiro
O noticiário acerca do levantamento de capital realizado pelas instituições financeiras norte-americanas que passaram pelo teste de estresse em abril também favoreceu para que os investidores estrangeiros não realizassem os ganhos acumulados nas últimas sessões.
Buscando quitar as dívidas com o governo norte-americano, JPMorgan Chase, Morgan Stanley e American Express realizaram oferta de ações e arrecadaram, respectivamente, US$ 5 bilhões, US$ 2,2 bilhões e US$ 500 milhões.
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Quem também comunicou ter levantado capital foi o BofA (Bank of America). A instituição, que foi instruída pelo Federal Reserve a levantar cerca de US$ 33,9 bilhões para reforçar seu capital contra futuras perdas, conseguiu adquirir quase US$ 33 bilhões. O banco ainda veio a público informar que “vai exceder confortavelmente esse número”.
Outras referências
Durante a manhã, o secretário do Tesouro, Timothy Geithner, afirmou que a China expressou certa confiança na recuperação norte-americana. Em entrevista, a autoridade disse que os chineses demonstram “confiança na força, resiliência e dinamismo da economia dos EUA”.
Voltando aos noticiários corporativos, a General Motors, que na sessão anterior entrou com pedido de concordata e já obteve aprovação pela Corte dos EUA para receber os empréstimos propostos pelo governo, anunciou nesta terça-feira a venda de sua marca Hummer. Além disso, a companhia pretende negociar a Saab, Saturn e Pontiac, como parte do plano de se capitalizar para reduzir o endividamento.
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Ainda falando de montadoras, os dados de vendas de automóveis nos EUA das gigantes do setor vieram abaixo do reportado em maio do ano passado, porém, acima das projeções de analistas.
No âmbito interno, a agenda contou com números do IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor – Fipe) de maio, que apontou uma inflação de 0,33%, pouco acima das expectativas do Focus, que eram de 0,31%.
Confira as cotações do dólar
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,9210 na compra e R$ 1,9230
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na venda, forte baixa de 1,54% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,3000, representando um ágio de 19,73%
em relação ao dólar comercial.
Com esta queda, o
dólar acumula desvalorização de 2,63% em junho, frente
à baixa de 9,53% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 17,72%.
Dólar futuro na BM&F
também fechou em queda
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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em julho
encerrou o dia cotado a R$ 1.936,
forte baixa de 1,38% em relação ao fechamento
de R$ 1.963
da última segunda-feira. O contrato com vencimento em agosto, por sua vez, fechou em forte baixa de 1,47%,
atingindo R$ 1.950 frente
à R$ 1.979 do fechamento de
segunda-feira.
O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,9226000
FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,15% para agosto de 2009, 0,08 ponto percentual acima do fechamento anterior.