Dólar cai novamente e tem sua menor cotação desde o dia 2 de julho

Moeda norte-americana desvaloriza 0,86% na semana e tem sua maior queda desde o período de 25 a 29 de junho

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SÃO PAULO – Mesmo com duas tentativas de evitar a queda do dólar comercial, o Banco Central não conseguiu fazer com que a moeda norte-americana encerrasse esta sexta-feira (14) em queda de 0,39%, cotada a R$ 2,0106 na compra e R$ 2,0111 na venda, sendo sua menor cotação desde o dia 2 de julho, quando era cotada a R$ 1,9874. Com isso, a divisa termina a semana com queda de 0,86%, segunda desvalorização seguida e a maior recuo desde a última semana de junho.

Mesmo com o mercado mostrando otimismo com a anúncio do Federal Reserve sobre um novo pacote de estímulos à economia dos Estados Unidos, a agência de classificação de risco Egan-Jones cortou o rating norte-americano, de AA para AA-, afirmando que o Quantative Easing III deverá ferir o desempenho da economia do país.

Tentando evitar uma provável queda que o dólar poderia ter frente ao real, o Banco Central brasileiro tentou mais uma vez atuar no mercado de câmbio. Em discurso esta manhã, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o governo continuará a agir para garantir uma taxa competitiva para a indústria brasileira enquanto outros países seguirem sem regimes flexíveis de câmbio.

Nesta sexta a autoridade monetária realizou dois leilões de swaps cambiais reversos – durante a manhã foram vendidos US$ 1,784 bilhão em contratos, e durante a tarde US$ 370,6 milhões -, visando manter a moeda acima dos R$ 2,00, sendo que esse movimento de desvalorização da moeda norte-americana não ocorre apenas no Brasil.

Na Europa, o dólar apresentou sua maior queda em quatro meses, chegando a uma queda de US$ 1,3107 para cada euro no início da tarde, e às 17h15 (horário de Brasília) a divisa seguia cotada a US$ 1,3124.

Ainda no front europeu, o destaque é a reunião de ministros de Finanças da Zona do Euro, que ocorre no Chipre, onde eles tentarão eliminar diferenças sobre a supervisão de bancos e uma eventual ajuda extra para a Espanha. Os líderes anunciaram apenas que a Espanha apresentará até o final de setembro um novo pacote de reformas estruturais para garantir que cumprirá suas metas de déficit orçamentário deste ano. No entanto, o banco central espanhol divulgou nesta data que a dívida federal do país atingiu novo recorde de 75,9% do PIB (Produto Interno Bruto) no segundo trimestre.

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Agenda no Brasil e nos EUA
A agenda norte-americana contou com a divulgação do indicador de vendas no varejo, que registraram alta de 0,9% no mês de agosto, pouco acima do 0,7% esperado pelo mercado. Já o índice de preços ao consumidor veio em linha com o previsto, ao subir 0,6% em agosto. Ainda por lá, o indicador de confiança do consumidor veio acima do esperado para o mês de setembro, enquanto a produção industrial caiu 1,2% em agosto, decepcionando o mercado.

No Brasil, o dia contou apenas com o IBC-Br (Índice Mensal de Atividade). O indicador, que mede a atividade econômica brasileira, registrou alta de 0,42% em julho frente a junho.

Dólar futuro e Ptax
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em outubro segue o dia cotado a R$ 2,017, baixa de 0,47% em relação ao fechamento de R$ 2,026 da última quinta-feira. O contrato com vencimento em novembro opera em baixa de 0,49%, atingindo R$ 2,026 frente à R$ 2,036 do fechamento de ontem.

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Já o dólar Ptax, que referencia os contratos futuros na BM&FBovespa, fechou a R$ 2,0139, queda de 0,57% sobre o último fechamento.