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SÃO PAULO – Em uma sessão marcada pela calmaria dos mercados frente aos temores de possíveis ataques no primeiro aniversário da tragédia 11 de setembro, o dólar fechou em forte baixa. Também contribuiu para este desempenho o bom desempenho dos mercados internacionais, bem como a alta do Bovespa. O dólar comercial fechou cotado a R$ 3,1000 na compra e R$ 3,1030
na venda, forte baixa de 1,08% em relação ao fechamento anterior.
No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
3,1160, representando um ágio de 0,52% em relação ao dólar comercial. Apesar desta queda, o dólar ainda acumula valorização de 3,12% em setembro, recuperando-se da baixa de 13,41% registrada no mês de agosto. Desde o início do ano a moeda norte-americana acumula alta de 34,04%.
Unibanco e IFC fecham operação de crédito à exportação
Com o intuito de fortalecer as linhas de crédito às exportações, a IFC (International Finance Corporation) converteu US$ 50 milhões de um empréstimo para infra-estrutura no total de US$ 150 milhões ao Unibanco. A operação tem vencimento de dez anos em linhas vinculadas ao comércio exterior de vencimento em 2 anos, e resulta de um esforço para tentar conter a escassez de recursos ao Brasil.
Diante da forte instabilidade dos principais mercados internacionais nos últimos meses, evidenciada pelo fraco desempenho das bolsas externas e pelas perspectivas menos favoráveis de recuperação da economia dos EUA, os investidores estrangeiros têm se mostrado céticos e receosos ao fornecer linhas de crédito a países considerados de maior risco.
Banco do Brasil aumenta recursos para comércio exterior
Neste mesmo sentido, o Banco do Brasil fez uma captação de US$ 40 milhões nos EUA, com um prazo de sete anos a uma taxa de 7,89% ao ano, sendo dois anos de carência, o que eleva os recursos captados nesta semana para o financiamento do comércio exterior para US$ 115 milhões.
Fraga e Malan seguem em conversas na Europa
Com a intenção de restabelecer a credibilidade da economia brasileira e atrair investidores estrangeiros, o presidente do Banco Central, Armínio Fraga, e o ministro da Fazenda, Pedro Malan, continuam conversando com investidores e autoridades monetárias européias.
Enquanto Malan reuniu-se com o presidente do Banco Central francês, Jean-Claude Trichet, e com diretores de bancos franceses, Fraga afirmou em uma entrevista coletiva na sede do banco holandês ABN Amro que vê um cenário favorável para a economia brasileira.
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Dólar futuro na BM&F também fechou em queda
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em outubro encerrou o dia cotado a R$ 3.101, forte baixa de 1,21% em relação ao fechamento de R$ 3.139 da última terça-feira. Por sua vez, o contrato com vencimento em novembro fechou em baixa de 0,68%, atingindo R$ 3.078 frente a R$ 3.099 do fechamento de ontem.