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Dólar cai em dia que Fed pode acabar com chance de alta de juros em junho

Para o diretor de câmbio da Wagner Investimentos, o dólar deve seguir alternando entre R$ 2,95 e R$ 3,05, sendo que o stop da tendência de baixa de médio prazo da moeda é de R$ 3,12

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SÃO PAULO – Poucas horas antes do Federal Reserve divulgar a ata de sua última reunião, o dólar comercial opera em queda, mais uma vez mostrando resistência em superar a barreira dos R$ 3,05. Às 13h20 (horário de Brasília), a moeda norte-americana registrava perdas de 0,42%, cotada a R$ 3,0264 na compra e R$ 3,0283 na venda. Segundo analistas, o documento que será apresentado às 15h é muito importante para os rumos da divisa.

A ata de hoje pode eliminar qualquer chance que exisita de que a autoridade vá elevar as taxas de juros agora em junho. Até março, grande parte dos especialistas esperava que os juros seriam elevados ainda no primeiro semestre, mas uma série de indicadores mais fracos durante os últimos 45 dias, acabaram reduzindo esta possibilidade.

Após a reunião realizada em 29 de abril, o Fed mostrou que espera que a economia dos EUA volte a acelerar seu ritmo de recuperação após um início de ano mais lento, deixando aberta a possibilidade para elevar as taxas em junho. O Fed comentou sobre o lento crescimento da economia dos EUA no primeiro trimestre, mas disse que o resultado se deve a “fatores transitórios”.

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O comunicado do Fed no mês passado segue a mesma linha das recentes declarações da presidente da autoridade, Janet Yellen – que faz discurso amanhã -, que prefere ser dependente dos dados econômicos para decidir quando irá elevar os juros, trabalhando a decisão a cada nova reunião do Fomc.

Para o diretor de câmbio da Wagner Investimentos, José Faria Júnior, o dólar deve seguir alternando entre R$ 2,95 e R$ 3,05, sendo que o stop da tendência de baixa de médio prazo da moeda é de R$ 3,12. “O recuo do governo sobre a tributação por Pis e Cofins na variação cambial (inclusive Hedge) e o acordo com a China são notícias favoráveis para o dólar cair”, afirma.

“Estamos na dependência do Fomc e outros dados nos próximos dias para determinar o próximo movimento: se vai cair em direção a R$ 2,95 (ou um pouco menos) ou se rompe o nosso gatilho de R$ 3,12. Acima de R$ 3,05 pode acelerar um pouco a alta”, completa Júnior.