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SÃO PAULO – Parece que a alta de ontem foi apenas um “susto” para os investidores. Nesta terça-feira, o dólar comercial voltou a registrar queda e se aproximar novamente dos R$ 3,00. Seguindo a tendência projetada para o curto prazo, a moeda norte-americana oscilou forte no início do pregão, mas se fixou no campo negativo, mesmo assim não chegou a casa dos R$ 3,00, fechando o dia com queda de 1,08%, cotada a R$ 3,0186 na compra e R$ 3,0195 na venda.
Com um noticiário um pouco mais tranquilo, a divisa voltou a cair após a forte alta da véspera puxada por fatores pontuais de exportadores comprando moeda e com depoimentos na CPI da Petrobras. Para hoje, ajuda a justificar o movimento uma expectativa de que o aperto monetário continue, sustentando o dólar em níveis mais baixos.
Para o diretor técnico da Wagner Investimentos, José Faria Júnior, a moeda deve seguir oscilando entre R$ 2,95 e R$ 3,05, sendo que a tendência de queda dó deve se encerrar quando o dólar atingir os R$ 3,12. “Continuamos a acompanhar os riscos externos (Grécia) e internos (políticos). Este quadro de temor de default grego e temor de não aprovação de outras MPs do ajuste fiscal deixa mercado na defensiva em meio a redução da rolagem de swaps pelo BC”, explica.
A questão grega segue preocupando. Ontem, os ministros das Finanças da zona do euro elogiaram o progresso nas negociações entre a Grécia e seus credores, mas disseram que mais trabalho é necessário para se chegar a um acordo que libere mais recursos a Atenas, em troca de reformas econômicas.
De acordo com o governo grego, o país usou suas reservas emergenciais depositadas no FMI para fazer o crucial pagamento. Com Atenas quase esgotando seus recursos e ainda longe de um acordo com seus credores internacionais, havia dúvidas sobre se o governo liderado pela esquerda pagaria ao FMI ou optaria por poupar dinheiro para pagar salários e aposentadorias ainda neste mês.