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SÃO PAULO – O dólar comercial opera no campo negativo nesta quarta-feira (18), com baixa de 0,19%, cotado a R$ 1,6190 na venda, com o mercado de olho na agenda de indicadores desta data e a crise fiscal na Europa.
Apesar da variação desta quarta-feira, a moeda norte-americana registra alta de 2,86% neste mês de maio, porém uma desvalorização de 2,89% desde o início do ano.
Indicadores
A agenda de indicadores econômicos desta sessão chama a atenção do mercado. No âmbito doméstico, o Banco Central divulga o fluxo cambial até a última sexta-feira e o IBC-Br (Índice Mensal de Atividade do BC) referente ao último mês de março. O índice serve como prévia para o resultado do PIB (Produto Interno Bruto).
Já na agenda externa, o destaque fica por conta da divulgação da ata da última reunião do Fomc (Federal Open Market Committee), quando o Fed decidiu – novamente – não promover alterações na política monetária norte-americana. A ata, contudo, não deve trazer novidades, já que depois da reunião, o presidente do BC dos EUA, Ben Bernanke, realizou uma coletiva de imprensa para explicar as decisões do comitê em detalhes.
A expectativa é que o plano de estimulo quantitativo termine no prazo originalmente estipulado, em junho. Cabe dizer que alguns analistas só veem chance de alta do dólar após o fim do QE2, já que a tendência é que a liquidez dessa moeda no mercado mundial caia depois que o Fed parar de colocar dinheiro na economia.
Ao mesmo tempo, pelo lado do juro básico, alguns diretores regionais do Federal Reserve já indicam a necessidade de discutir um aperto monetário, que também poderia ajudar a impulsionar a cotação do dólar frente a outras moedas.
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Europa no foco
A crise fiscal na Europa também fica no foco dos investidores nesta sessão. Uma reestruturação da dívida grega parece cada vez mais certa, e aversão ao risco ganha força no mercado. Há poucos instantes, o euro perdia terreno para o dólar, com queda de 0,20%, cotado a US$ 1,4207.
Segundo a diretora de câmbio da AGK Corretora, Miriam Tavares, com os problemas na Grécia, “a volatilidade e a cautela devem continuar fazendo parte do ambiente de negócios nos próximos dias, embora na eventual ausência de grandes fatores negativos externos, os preços dos ativos domésticos possam manter uma recuperação moderada nos próximos dias”.