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SÃO PAULO – O dólar acelera as perdas enquanto o Ibovespa dispara ainda mais reagindo ao agitado noticiário político e com o aumento do apetite por risco no exterior. Reforça o movimento o vazamento da suposta delação premiada feita pelo senador Delcídio do Amaral, que aumenta a chance de impeachment na visão do mercado.
O dólar comercial fechou com forte queda de 2,20%, cotado a R$ 3,8012 na compra e R$ 3,8022 na venda, seu menor valor desde dezembro do ano passado. Com este movimento, a moeda já acumula queda de 5,03% em apenas 3 pregões. Segundo matéria da revista IstoÉ, Delcídio citou a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula em sua delação para a Polícia Federal.
De acordo com a publicação, a presidente Dilma Rousseff tentou interferir na Operação Lava Jato, segundo delação do senador Delcídio do Amaral, publicada pela revista IstoÉ desta quinta. A matéria afirma que a presidente conversou com auxiliares e nomeou ministros para tribunais superiores – principalmente o STJ (Superior Tribunal de Justiça) – favoráveis às teses das defesas de acusados, em uma tentativa de ajudar empreiteiras e políticos alvos da Operação, segundo o senador.
Delcídio foi preso na Operação Lava Jato em 25 de novembro de 2015 e solto há menos de um mês, mas antes prestou depoimento a PF (Polícia Federal).
A notícia reforça a possibilidade de impeachment e segundo o diretor da Wagner Investimentos, José Faria Júnior, aliado com o bom humor externo, abre chances da cotação da moeda cair ainda mais. “Neste momento, as vendas estão prejudicadas. Os compradores, provavelmente, poderão ver preços um pouco mais baixos ou estáveis neste momento”, disse em relatório.
“Temos alguns desafios pela frente: payroll, reunião do BCE, manifestações e reunião do Federal Reserve. Com eventos favoráveis, a força da alta fica comprometida em meio ao custo de carregar a posição”, completa Júnior.