Dólar cai 1,75% e chega a R$ 2,26 após pesquisa Ibope e atuação do BC

Na última sessão, a moeda havia interrompido uma sequência de quatro quedas seguidas, mas voltou a cair forte com pesquisa mostrando maior rejeição ao governo Dilma

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SÃO PAULO – Após encerrar uma sequência de quatro quedas na véspera, o dólar comercial voltou a cair nesta quinta-feira (27). Entre os fatores que puxam a moeda estão uma pesquisa Ibope apresentada nesta manhã e novas intervenções do Banco Central. A divisa fechou cotada a R$ 2,2665 na compra e R$ 2,2680 na venda, com queda de 1,75% – mas na mínima do dia, o dólar chegou a recuar mais de 2%, ficando abaixo de R$ 2,26.

“O mercado, de uma maneira geral, vem reagindo mal às decisões da Dilma. Então se existe a perspectiva de uma mudança no quadro eleitoral, ele reage bem”, disse o diretor de câmbio da corretora Pioneer, João Medeiros. “O mercado já estava operando com um viés mais positivo desde o começo do dia, mas só furou o suporte de R$ 2,30 depois que saiu a pesquisa da Dilma”, disse o operador de uma corretora internacional.

Alguns especialistas acreditam que o dólar mais barato desagradaria o governo por prejudicar as exportações. A pesquisa CNI/Ibope mostrou que a aprovação do governo da presidente Dilma caiu para 36% em março, ante 43% em novembro. O início da campanha eleitoral, em que Dilma busca a reeleição, está marcado para o início de julho.

Intervenções do Banco Central
Pela manhã, o Banco Central deu continuidade às intervenções diárias, vendendo a oferta total de 4 mil swaps cambiais, que equivalem a venda futura de dólares. Todos os contratos vendidos têm vencimento 1º de dezembro deste ano, com volume correspondente a 198,2 milhões de dólares. A autoridade monetária também ofertou swaps para 1º de outubro, mas não vendeu nenhum.

Além disso, também vendeu a oferta total de 10 mil swaps em leilão para rolagem dos contratos que vencem na próxima terça-feira. No total, o BC já rolou pouco menos de 70 por cento do lote total, que equivale a 10,148 bilhões de dólares.

Vale destacar, porém, que segundo o relatório trimestral de inflação apresentado pela autoridade monetária nesta manhã, o cenário de referência para 2014 mantém a Selic em 10,75% e o dólar a R$ 2,35.

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Com Reuters


Repórter de mercados do InfoMoney, escreve matérias sobre ações, câmbio, empresas, economia e política. Responsável pelo programa “Bloco Cripto” e outros assuntos relacionados à criptomoedas.