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SÃO PAULO – O dólar anulou a alta e passou a cair forte ante o real nesta sexta-feira (2), em mais um dia marcado pela volatilidade, acompanhando os movimentos em outros mercados emergentes após dados fracos sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos, com investidores ora priorizando a perspectiva de manutenção dos juros norte-americanos, ora preocupando-se com a desaceleração da maior economia do mundo.
Por aqui, a reação inicial aos dados fracos de emprego nos EUA foi de disparada da moeda, mas após o anúncio da presidente Dilma de um corte de ministérios a divisa virou e passou a cair forte. Às 14h08, o dólar recuava 0,83%, a R$ 3,9677 na compra e R$ 3,9690 na venda. Na máxima do dia, chegou a R$ 4,0461 e, na mínima, foi a R$ 3,9600.
“Se o dólar sobe ou desce, depende da interpretação que predomina”, disse o tesoureiro de um banco internacional. A presidente Dilma Rousseff anunciou nesta manhã a redução do total de Ministérios em oito pastas, como parte de uma reforma administrativa e ministerial visando a gerar economias e estabilizar o quadro político.
Porém, no cenário doméstico, as incertezas políticas e econômicas, em meio a intensos atritos entre o Palácio do Planalto e o Congresso que vêm dificultando o reequilíbrio das contas públicas, contribuíam para deixar o mercado sensível.
Lá fora, o setor privado norte-americano, excluindo o setor agrícola, criou 142 mil postos de trabalho no mês passado, enquanto os dados para agosto foram revisados para mostrar ganho de apenas 136 mil vagas. Foi o menor avanço em dois meses em mais de um ano, alimentando temores de que a desaceleração do crescimento econômico global, influenciada pela China, esteja enfraquecendo os EUA.
A perspectiva de que a fraqueza econômica nos EUA possa levar o Federal Reserve, banco central norte-americano, a aumentar os juros somente em 2016 fazia o dólar recuar contra uma cesta de divisas formada por moedas de países desenvolvidos, mais resistentes à desaceleração da economia dos EUA.
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Por outro lado, o dólar alternava entre leves altas e baixas contra moedas emergentes, como os pesos chileno e mexicano. Eventual aumento de juros pelos EUA deve atrair recursos aplicados em outros mercados, como os emergentes.
“O problema é a economia (dos EUA). Economia fraca é ruim para mercados emergentes”, disse pela manhã o economista da 4Cast Pedro Tuesta. “Onde você vai vender seus produtos? E se não conseguir vender, como vai conseguir crescer?”
O Banco Central deu continuidade nesta manhã, à rolagem dos swaps cambiais que vencem em novembro, vendendo a oferta total de até 10.275 mil contratos, equivalentes a venda futura de dólares. Até agora, a autoridade monetária já rolou 1,021 bilhão de dólares, ou cerca de 10 por cento do lote total, que corresponde a 10,278 bilhões de dólares.
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