Dólar cai 0,17% por expectativa de continuidade de entrada de recursos

Operadores vêm ressaltando que os ingressos de moeda têm predominado no mercado brasileiro nas últimas semanas

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SÃO PAULO – O dólar fechou em queda ante o real pela terceira sessão consecutiva nesta segunda-feira, com investidores ainda trabalhando com o cenário de continuidade de ingresso de capitais estrangeiros no Brasil no curto prazo.

Mas o mercado operou com cautela, de olho nas tensões geopolíticas em torno da Crimeia. A moeda norte-americana chegou a registrar leves altas no início da tarde após investidores aproveitarem a baixa para comprar dólares.

A divisa dos Estados Unidos recuou 0,17 por cento, a 2,3225 reais na venda, após chegar a bater 2,3135 reais na mínima do dia. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de 1,2 bilhão de dólares.

“Os juros altos (no Brasil) têm atraído muitos recursos para cá. O mercado continua preocupado, mas isso gera alívio momentâneo”, disse o diretor de câmbio da corretora Pioneer, João Medeiros.

O Brasil registrou entrada líquida de 5,095 bilhões de dólares em março até o dia 20, segundo informou nesta segunda-feira o Banco Central.

Segundo analistas, parte desses recursos está ligada a captações corporativas recentes no exterior e parte são capitais que migram para o país em busca de rendimentos financeiros mais altos. A Selic está atualmente em 10,75 por cento ao ano e a expectativa entre os investidores é que continue subindo.

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Operadores vêm ressaltando que os ingressos de moeda têm predominado no mercado brasileiro nas últimas semanas, contribuindo para tirar um pouco da pressão sobre o dólar. Na semana passada, a divisa dos EUA acumulou baixa de 1,07 por cento sobre o real.

Esperanças de novos estímulos na China após dados fracos sobre o setor industrial do país também ajudaram a manter o dólar em baixa.

No início da tarde, a moeda norte-americana chegou a registrar leves altas, atingindo 2,3347 reais na máxima da sessão. Analistas atribuíram o movimento a um ajuste técnico, à medida que as cotações se aproximavam do patamar de 2,30 reais, considerado um piso de resistência, e às preocupações com a crise em torno da Crimeia.

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“Parece que o mercado se lembrou das preocupações da semana passada e houve um pequeno ajuste”, afirmou o superintendente de câmbio da corretora Intercam, Jaime Ferreira.

A Ucrânia anunciou a retirada de suas tropas da Crimeia, depois que tropas russas ocuparam base naval na região. O medo da possibilidade de que a crise se intensifique tem mantido os operadores cautelosos.

Pela manhã, o BC brasileiro deu continuidade às intervenções diárias vendendo a oferta total de 4 mil swaps cambiais, que equivalem a venda futura de dólares. Todos os novos contratos têm vencimento em 1º de dezembro, com volume equivalente a 198,0 milhões de dólares. A autoridade monetária também ofertou swaps para 1º de outubro, mas não vendeu nenhum.

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Além disso, também vendeu a oferta total de 10 mil swaps para rolagem dos contratos que vencem em 1º de abril. No total, a autoridade monetária já rolou pouco mais da metade do lote para o mês que vem, que correspondem a 10,148 bilhões de dólares.

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