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SÃO PAULO – O aumento do preço dos pacotes turísticos internacionais neste ano foi compensado pelo dólar baixo no Brasil e também pela menor demanda de norte-americanos e europeus por viagens em 2010, o que conteve a alta de preços de produtos e serviços.
“O câmbio tem ajudado a amortecer os reajustes e as pressões de preços vieram menores até porque, nos EUA e na Europa, as pessoas estão viajando menos”, afirmou o presidente da Braztoa (Associação Brasileira das Operadoras de Turismo), José Eduardo Barbosa.
Para se ter uma ideia de como o dólar baixo tem incentivado os brasileiros, as vendas de pacotes para os EUA devem crescer 30% até o final do ano, acima da média.
“A valorização da moeda brasileira fez com que o brasileiro tivesse a opção de ir ao exterior”, comentou Barbosa. “Muitos destinos caribenhos, mesmo que não tenham como moeda o dólar, o adotam como moeda turística até porque recebem muitos americanos. Mas não foi só os EUA que se beneficiaram do dólar baixo, e sim todos os destinos que utilizam a moeda como referência”.
Final do ano
E estes destinos devem ganhar destaque agora no final do ano, momento em que o brasileiro procura locais com praia para descansar, passear com a família ou curtir com amigos. A venda de pacotes neste final de ano deve ser 20% superior, considerando domésticos e internacionais, frente ao mesmo período do ano passado.
De acordo com o diretor da Abav (Associação Brasileira de Agências de Viagem), Leonel Rossi, a maior parte dos pacotes para o final do ano está vendida, sendo que quem deixou para a última hora pode encontrar restrições e preços maiores.
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“Para entender melhor, uma avião em classe econômica no voo internacional tem mais de 10 tarifas. Para Miami, nos Estados Unidos, elas variam de US$ 800 a US$ 2.800. Quem faz reserva antecipadamente tem tarifa menor”, ressaltou.
Quem deixa para a semana do Natal e Ano Novo para viajar também pode ter prejuízo. Conforme disse Rossi, os preços chegam a subir 50% nesta época. A explicação: muitas pessoas só conseguem tirar alguns dias de folga neste período. Com a demanda em alta, aumentam os preços.
Quer viajar?
De acordo com Rossi, quem quer viajar neste ano deve correr. “Corra para a sua agência que você vai conseguir algo, mas pode ter dificuldades”, disse. Barbosa completa: “Já há restrições em destinos com praia, mas, se a pessoa vai para os menos populares – Dubai, África do Sul, Turquia –, não tem tanta dificuldades”.
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Além dos 1,1 milhão de turistas que devem ir para os Estados Unidos neste ano, ainda há 1 milhão que vão para Argentina, 600 mil para Portugal e 500 mil para a Itália, de acordo com a Abav.
Antes de viajar, dois itens são importantes: verifique toda a documentação necessária para ingresso em outro país e, mesmo se o destino for doméstico, analise a possível contratação de uma assistência médica, para casos de imprevistos.