Dólar avança 0,62% e fecha na maior cotação desde 29 de março

Moeda norte-americana ganha força em relação às principais divisas mundiais; Banco Central continua a intervir

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SÃO PAULO – O dólar comercial voltou a registrar alta, a terceira seguida, ao subir 0,62%, terminando a sexta-feira (13) cotado a R$ 1,633, maior cotação desde 29 de março deste ano. Com isso, a moeda registrou variação positiva de 0,99% na semana, seguindo a tendência da divisa no exterior. Por aqui, o Banco Central continuou a intervir. 

O BC voltou a realizar leilões para compra de dólares no mercado à vista, realizando duas operações para tal. A primeira teve início às 12h14 (horário de Brasília) e término às 12h19, com a taxa aceita em R$ 1,6364. Já a segunda operação ocorreu das 15h52 e terminou às 15h57 e taxa aceita em R$ 1,632. 

O movimento da moeda norte-americana, que chegou a apresentar queda na primeira hora de negociação, acompanhou a tendência internacional, visto que o dólar apreciou-se em relação as principais divisas mundiais, como o euro, libra esterlina, dólar australiano, dólar canadense e franco suíço. 

Indicadores
A data foi escassa de indicadores nacionais e, portanto, a agenda de indicadores econômicos do exterior ganha destaque. A Eurostat, agência oficial de estatísticas da Comissão Europeia, divulgou o resultado do PIB (Produto Interno Bruto) da Zona do Euro no primeiro trimestre deste ano, período no qual a economia da região avançou 0,8%, acima das projeções que indicavam crescimento de 0,6%. 

Já na maior economia mundial, os Estados Unidos, destaque para a divulgação do índice de preços ao consumidor em abril, período no qual a inflação foi de 0,4%, taxa em linha com as expectativas do mercado. Ainda na agenda norte-americana, a confiança do consumidor medida pela Universidade de Michigan, apontou 72,4 pontos em maio, resultado superior às expectativas do mercado. 

Dólar comercial e futuro
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,6310 na compra e R$ 1,6330 na venda, alta de 0,62% em relação ao fechamento anterior. Com esta alta, o dólar acumula valorização de 3,81% em maio, frente à baixa de 3,56% registrada no mês passado. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 1,99%. 

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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em junho, segue o dia cotado a R$ 1,643, forte alta de 0,95% em relação ao fechamento de R$ 1,628 da última quinta-feira. O contrato com vencimento em julho, por sua vez, opera em forte alta de 0,98%, atingindo R$ 1,654 frente à R$ 1,638 do fechamento de quinta-feira. 

O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,6315000.

FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 3,80 para julho de 2011, 0,75 ponto percentual abaixo ao que foi registrado na sessão anterior.