Dólar atinge sétima alta seguida e volta a renovar sua máxima desde setembro

Apreensão pelas decisões do Copom e do Fomc contribui para a valorização de 1,58% da divisa; agenda movimentada em foco

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SÃO PAULO – Diante do clima instável nos mercados nas últimas sessões, o dólar comercial segue em trajetória positiva, fechando esta quarta-feira (27) com forte alta de 1,58%, cotado na venda a R$ 1,864. É a sétima valorização consecutiva da moeda, que ainda renovou sua máxima desde o dia 3 de setembro de 2009, quando encerrou a R$ 1,868.

Nesta sessão, o clima de apreensão predominou à medida que os anúncios das decisões do Copom (Comitê de Política Monetária) e do Fomc (Federal Open Market Committee), acerca do futuro das políticas monetárias brasileira e norte-americana, se aproximavam.

Embora o consenso dos analistas mostre que ambos os países deverão manter seus juros básicos nos patamares atuais – o Brasil a 8,75% ao ano e os EUA na faixa entre 0% e 0,25% ao ano -, a expectativa gira em torno do conteúdo presente nos comunicados divulgados após a decisão.

Agenda brasileira
No front doméstico, o Banco Central divulgou 
os dados do fluxo cambial, mostrando que a entrada de dólares superou a saída em US$ 10 milhões no acumulado em janeiro. A autoridade monetária também trouxe os números referentes às reservas internacionais, que até o dia 22 de janeiro contabilizavam US$ 240,990 bilhões.

Além disso, o Bacen mostrou que suas constantes compras de dólares no mercado à vista acumularam US$ 1,684 bilhão em janeiro. Dessa forma, o BC já comprou desde o início do ciclo de intervenções no câmbio – iniciado em maio de 2009 – um montante de US$ 29,161 bilhões.

Vale mencionar que o Banco Central realizou um leilão de compra de dólares no mercado à vista nesta quarta-feira. A captação ocorreu entre 12h28 e 12h38 (horário de Brasília), com taxa de corte aceita em R$ 1,851.

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Por fim, o Tesouro Nacional mostrou que o governo central teve um superávit primário de R$ 1,699 bilhão no mês de dezembro. O número mostra evolução em relação ao mesmo mês de 2008, quando o resultado das contas apresentou déficit de R$ 19,994 bilhões. Contudo, o desempenho ficou bem atrás do resultado revisado de novembro, que ficou superavitário em R$ 10,662 bilhões.

EUA
Além da decisão a ser anunciada pelo Fed, a agenda de indicadores da principal economia do mundo mostrou que o número de vendas de casas usadas em dezembro ficou abaixo do esperado. O resultado apresentado de 342 mil ficou aquém dos 366 mil esperados pelos analistas. O número também mostrou-se inferior àquele revisado de novembro, que foi de 370 mil casas.

Dólar a R$ 1,864
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,8620 na compra e R$ 1,8640 na venda, forte alta de 1,58% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$ 1,9800, representando um ágio de 6,34% em relação ao dólar comercial.

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Com esta alta, o dólar acumula valorização de 7,05% em janeiro, frente baixa de 0,57% registrada no mês passado.

Dólar futuro na BM&F também fechou em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em fevereiro  encerrou o dia cotado a R$ 1.859, forte alta em relação ao fechamento de R$ 1.836 da última terça-feira. O contrato com vencimento em março, por sua vez, fechou em forte alta, atingindo R$ 1.870 frente  R$ 1.843 do fechamento de ontem.

O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,8525000.

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FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,24% para março de 2010, 0,21 ponto percentual acima do registrado no fechamento anterior.


Idealizador e apresentador do canal Stock Pickers