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SÃO PAULO – Com o fim da temporada de resultados do segundo trimestre, os investidores voltam a se centrar nos dados econômicos a serem divulgados tanto no Brasil quanto no exterior. Em uma semana onde o Ibovespa conseguiu acumular alta de 3,34%, o mercado volta a ficar temeroso com o cenário cambial, após o dólar subir 2,46% apenas nesta sexta-feira (16), beirando os R$ 2,40.
Em relação à moeda norte-americana, que tem mostrado bastante influência sobre as ações de companhias exportadoras, que são favorecidas, e sobre as de consumo, que são prejudicadas, a semana já começa com a referência do Boletim Focus. O relatório do Banco Central, que compila as expectativas de diversos analistas sobre o cenário macroeconômico, deve trazer modificações quanto às projeções para o dólar ao final deste ano.
Já na quarta-feira (21), as atenções devem ficar com o fluxo cambial, que após registrar saldo positivo nos 5 primeiros meses do ano, tem mostrado mais saída que entrada de dólares no país desde junho. Na última semana, o primeiro resultado de agosto já apresentou saldo negativo. No dia seguinte, vale ressaltar, ocorre a reunião mensal do CMN (Conselho Monetário Nacional), que pode trazer alguma novidade devido ao atual cenário do País.
Ainda no cenário doméstico, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulga, também na quarta, o IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15), que pode ser considerado uma prévia da inflação nacional. O método utilizado no índice é o mesmo do IPCA, porém, a coleta das informações são feitas entre os dias 15 de cada mês. O indicador ganha força com o atual cenário, dado a forte relação entre inflação e câmbio na decisões econômicas do governo.
Fomc e Jackson Hole são destaques nos EUA
Nos EUA, as atenções ficam com dois eventos: a ata do Fomc e o evento de Jackson Hole. A minuta da última reunião do Federal Reserve, ocorrida em 31 de julho, ganha importância conforme nos aproximamos do final do ano e as incertezas em relação ao corte do pacote de estímulos continuam.
O documento deve trazer novos sinais sobre os planos da autoridade monetária em relação ao QE3, principalmente dado o atual cenário com a inflação se mantendo abaixo de 2%. Na última ata, diversos integrantes do grupo se mostraram preocupados em relação ao rendimento dos títulos e das taxas de hipotecas, entendendo que esta poderia retardar a recuperação do país.
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Desde a última ata do Fed, os títulos de 10 anos do governo norte-americano já apresentaram alta de mais de 60 pontos base, enquanto as taxas de hipotecas de 30 anos avançaram mais de 50 pb no mesmo período.
Outro evento que deve movimentar os mercados é o simpósio anual do Federal Reserve, que ocorre em Jackson Hole. Os presidentes dos diferentes distritos da autoridade se reúnem no local uma vez por ano para conversarem sobre assuntos econômicos. Historicamente, o evento já apresentou diversas decisões importantes para os EUA.
Economia na China e PMIs na Europa
Já no meio da semana, a China deve chamar a atenção dos investidores com divulgações de dois indicadores. Em primeiro lugar, na noite de terça-feira (20), será apresentado o relatório de atividade econômica do país, dado importante devido ao atual cenário de crescimento menor do gigante asiático. No dia seguinte será a vez do HSBC e do Markit apresentarem a Sondagem Industrial PMI do mês de agosto.
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Na zona do euro, a quinta-feira (22) será o dia mais movimentado, com a divulgação das preliminares das Sondagens de Serviços, Composite e da Indústria para o mês de agosto. Já no último dia da próxima semana, as atenções na região ficam com o Reino Unido, que irá apresentar a preliminar do PIB (Produto Interno Bruto) do segundo trimestre.