Dólar amplia queda, com indústria da China e dos EUA aliviando tensões

Indústria de ambos os países surpreendeu analistas; no Brasil, expectativa em relação à decisão do Copom é destaque

Publicidade

SÃO PAULO – Em meio a dados positivos sobre a atividade industrial chinesa e norte-americana, o dólar comercial amplia a desvalorização vista na abertura dos negócios e segue pressionado pelo clima menos tenso observado nesta quarta-feira (1). Há pouco, a divisa era negociada por R$ 1,742 na venda, com queda de 0,85% em relação ao fechamento da última sessão.

Com sinais positivos nas duas maiores economias do mundo, a despeito dos dados desfavoráveis do mercado de trabalho privado dos Estados Unidos, o dólar perde força nesta sessão, face à opção dos investidores por ativos de maior risco, que costumam ser mais procurados em momentos de maior euforia nos mercados.

Sinais positivos
Inspirando alívio entre investidores globais, o índice composto PMI (Purchasing Managers Index) elaborado pelo governo chinês subiu de 51,2 pontos em julho para 51,7 pontos em agosto.

O indicador superou as expectativas dos analistas e mostrou uma retomada da expansão do setor industrial do país, afastando temores acerca da diminuição do ritmo da recuperação econômica global.

Já nos Estados Unidos, o ISM Index, responsável por medir o nível da atividade industrial do país, ficou acima do esperado no mês de agosto ao marcar 56,3 pontos, enquanto as expectativas do mercado indicavam 52,9 pontos.

Mercado de trabalho dos EUA
Aqueles que observam o aparente bom humor e as expressivas altas dos principais índices acionários mundiais pode até pensar que a agenda do dia trouxe apenas boas notícias, contudo, não é este o caso.

Continua depois da publicidade

Decepcionando analistas, o ADP Employment mostrou que foram fechadas 10 mil vagas no setor privado do país na passagem entre julho e agosto, resultado bem pior que a previsão dos analistas, que esperavam a criação de 13 mil vagas.

Copom
Enquanto no front internacional o clima é de otimismo frente aos indicadores acima do esperado divulgados nesta sessão, aqui no Brasil a expectativa em relação à decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) é grande entre investidores. Segundo a última edição do Relatório Focus, publicado no começo desta semana, o mercado espera que a taxa básica de juro brasileira permaneça em 10,75% ao ano.

O MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) revelou há pouco os dados da balança comercial, que encerrou o mês de agosto com superávit de US$ 2,440 milhões. Com os números do mês passado, o saldo anual passa a ser positivo em US$ 11,673 bilhões.

Continua depois da publicidade

Fluxo cambial
O fluxo cambial acumulado nos primeiros 20 dias úteis de agosto ficou negativo em US$ 601 milhões, mostraram dados divulgados pelo Banco Central do Brasil nesta sessão. No período, o fluxo comercial apresentou um saldo deficitário de US$ 2,252 bilhões, enquanto o fluxo financeiro ficou positivo em US$ 1,652 bilhão.

Dólar futuro na BM&F também opera em queda
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em outubro está sendo cotado a R$ 1.752, forte baixa de 0,82% em relação ao fechamento de R$ 1.767 da última terça-feira. O contrato com vencimento em novembro, por sua vez, opera em baixa de 0,62%, atingindo R$ 1.767 frente a R$ 1.778 do fechamento de terça-feira.