Publicidade
SÃO PAULO – Seguindo o clima de melhora e menor aversão ao risco delineado no front externo, o dólar comercial acentuou suas perdas no começo desta tarde e opera com queda de 0,44%, cotado a R$ 1,828 na venda, influenciado pela notícia de que a Alemanha aprovou a expansão do EFSF (Fundo Europeu de Estabilização Financeira). A medida visa arrecadar € 57 bilhões, montante que seria dividido entre a União Europeia e seus estados membros.
No entanto, para que tais propostas tenham efeitos, elas devem ser aprovadas por todos os países membros da Zona do Euro. A expectativa é que as votações nos outros países ocorram até o início de outubro.
Agenda norte-americana anima mercados
Os indicadores norte-americanos também ajudam no movimento de queda da divisas. O indicador do PIB (Produto Interno Bruto) norte-americano avançou 1,3% no segundo trimestre de 2011, de acordo com dados anualizados divulgados nesta quinta-feira pelo Departamento de Comércio dos EUA. O resultado ficou acima das expectativas do mercado, que sugeriam uma expansão de 1,2% na atividade do país.
Ainda nos EUA, o número de pedidos de auxílio-desemprego da última semana veio melhor do que as expectativas do mercado. O Initial Claims registrou um total de 391 mil novos pedidos na semana até 23 de setembro, frente às projeções que giravam em torno de 419 mil solicitações.
Por sua vez, o número de contratos de compra e venda de casas nos EUA apresentou queda de 1,3% em agosto, resultado melhor que as expectativas, que apontavam queda de 1,5%.
Investidores ignoram indicadores internos
Entretanto, analistas argumentam que o tom ufanista nos discursos das autoridades gregas, que exaltaram que o país não sairá da Zona do Euro e que não dará calote na dívida, tem ganhado tanto espaço no mercado que os investidores têm ignorado as referências econômicas.
Continua depois da publicidade
Por conta disso, percebe-se que referências tidas como negativas acabam não surtido muito efeito no mercado. É o caso do Relatório Trimestral de Inflação do Banco Central, que não só elevou a estimativa de inflação para 2011 para 6,4% como também reduziu a projeção de crescimento para o PIB (Produto Interno Bruto) para 3,5%.
Fechando as referências domésticas, o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), elaborado pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) referente ao mês de setembro, que apotou inflação de 0,65%.