Dólar ameniza perdas da manhã, mas continua em torno de R$ 1,77

Governo não abrirá mão do imposto; especialista acredita que manutenção do IOF agora é necessária dado cenário externo

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SÃO PAULO – O dólar comercial opera nesta sexta-feira (7) em queda de 0,76%, cotado a R$1,772 na venda. Segundo especialistas, os investidores ainda digerem o anúncio do Ministério da Fazenda, dizendo que não cogita retirar ou fazer qualquer redução nas alíquotas do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre derivativos no mercado financeiro ou sobre outro ativo gravado pelo tributo.

De acordo com Sidnei Nehme, diretor da NGO corretora de câmbio, se por um lado essa cobrança gera alguma anomalia no mercado, pois inibe os compradores da moeda, por outro lado o Governo não deve recuar na medida.

“Abrir mão deste mecanismo intervencionista, sem que se tenha um quadro melhor definido da situação externa, pode ser temeroso e deixar a formação do preço da moeda americana à mercê, outra vez, do mercado de derivativos e especuladores”, diz Nehme. Neste sentido, um cenário de queda do dólar deve permanecer.

Ainda para Nehme, no cenário externo perspectivas de capitalização dos bancos europeus criaram otimismo na véspera e os dados do emprego nos Estados Unidos de setembro, que vieram acima das projeções, trouxeram relativo alívio frente à perspectiva de recessão econômica, contribuindo para a desvalorização da moeda norte-americana.

Indicadores econômicos
A economia dos EUA registrou a abertura de 103 mil postos de trabalho em setembro, segundo o Relatório de Emprego divulgado pelo Departamento de Trabalho dos EUA nesta sexta-feira. O resultado veio acima do esperado pelo mercado, que estimava uma abertura de 60 mil postos no período.

Já no Brasil, foi divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de setembro, que marcou inflação de 0,53%, levemente acima da variação positiva de 0,50% estimada pelo mercado.