Dólar afunda e vira para queda após resultado de leilão de swaps do BC; DIs sobem

Pré-market aponta para dia negativo em meio a racha do PMDB em relação à política econômica e cautela no exterior

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SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro abre em baixa nesta quinta-feira (31) seguindo as bolsas internacionais, que caem com cautela antes da fala de dirigentes do Federal Reserve após a presidente da autoridade monetária, Janet Yellen, dar indicações de que os Estados Unidos não elevarão os juros em abril. Por aqui, o mercado ficará de olho nos trabalhos da Comissão do Impeachment. Atualmente, o governo calcula que tem 180 votos para barrar o processo na Câmara dos Deputados. Também fica no radar um possível racha do PMDB em relação à política econômica de um possível governo Temer. 

Às 9h53 (horário de Brasília), o contrato futuro do índice para abril caía 0,89%, a 50.850 pontos. Já o dólar futuro para abril recua 0,50% a R$ 3,593. O câmbio despencou após o Banco Central comprar apenas 2.900 dos 17.000 contratos de swap reversos ofertados. No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2017 tem alta de 5 pontos-base a 13,81%, ao passo que o DI para janeiro de 2021 avança 15 pontos-base a 13,79%. 

Agenda econômica divide o PMDB
A cúpula do partido discute medidas de transição da economia como aumento de impostos para  ajudar o ajuste fiscal. No entanto, peemedebistas já se preocupam com a possibilidade de iniciativas deste tipo prejudicarem o desempenho dos membros da sigla nas eleições municipais. O medo de encampar medidas impopulares é tanto dentro do PMDB que mesmo aliados do vice-presidente Michel Temer, tem dito que o documento “Ponte para o Futuro” não deve ser visto como um “Plano Temer” definitivo. 

Mudanças de Ministros
Apesar da ministra da agricultura, Kátia Abreu, ter afirmado na véspera que não deixará o governo, ainda não se tem nenhuma confirmação de que não teremos mudanças entre os ministros de Dilma. Do grupo filiado ao PMDB, são 6 nomes ainda sem definição e que podem acarretar em alterações no quadro geral.

Além disso, o Palácio do Planalto confirmou na noite de ontem que George Hilton deixou o ministério do Esporte. Há duas semanas, o presidente nacional do PRB, Marcos Pereira, já havia anunciado que o partido deixaria a base aliada ao governo da presidente Dilma Rousseff e colocaria o Ministério do Esporte à disposição. Quase duas horas depois da divulgação da nota do PRB, George Hilton anunciou a saída do partido e o ingresso no PROS, também por meio de nota.

Dias depois, o Palácio decidiu exonerar Hilton e devolver a pasta ao PCdoB, dos ex-ministros Aldo Rebelo e Orlando Silva. Questionado, o ministério disse ontem que a exoneração do ministro ainda não havia sido publicada no Diário Oficial e que ele ainda era o atual ministro. A posse de Ricardo Leyser, do PCdoB, para o ministério do Esporte estava prevista para terça-feira, mas a formalização não ocorreu.

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STF decide sobre Lula
O Supremo Tribunal Federal (STF) decide hoje se o juiz Sérgio Moro, responsável pela investigação da Operação Lava Jato na primeira instância da Justiça Federal, continuará na condução dos inquéritos contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A Corte vai decidir se referenda decisão proferida na semana passada pelo ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato no Supremo. O ministro suspendeu as investigações que envolvem Lula, por entender que cabe à Corte analisar se o ex-presidente tem foro privilegiado e deve ser processado pelo tribunal.

A polêmica sobre a nomeação de Lula para ocupar o cargo de ministro da Casa Civil do governo Dilma não deverá ser decidida pelos ministros, porque o processo no qual a posse foi suspensa está sob a relatoria do ministro Gilmar Mendes e não está pautado.

Comissão do Impeachment
Está marcada para 11h desta quinta-feira a segunda audiência da Comissão do Impeachment na Câmara dos Deputados. Serão ouvidos o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, e o professor de Direito Tributário da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, Ricardo Lodi Ribeiro, indicados por deputados governistas. Ontem, na primeira audiência, foram ouvidos os juristas Miguel Reale Junior e Janaína Paschoal que, juntamente com Hélio Bicudo, são autores da denúncia contra Dilma com base na edição de decretos de suplementação financeira sem autorização do Congresso e nas chamadas “pedaladas fiscais”.

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Relatório Trimestral de Inflação
O Banco Central piorou suas projeções de inflação para este ano e o próximo, indicando que vê a alta de preços no centro da meta apenas no início de 2018, fora do objetivo que vem pregando de que esse movimento deve ocorrer em 2017. Segundo o Relatório Trimestral de Inflação divulgado nesta quinta-feira, o BC vê inflação subindo 6,6% em 2016 e 4,9% em 2017 pelo cenário de referência, sobre projeções anteriores de elevação de 6,2% e 4,8%, respectivamente. O BC mostrou ainda que vê a inflação a 4,5% –centro da meta– no primeiro trimestre de 2018.

Indicadores econômicos
Nos EUA, destaque para o Inicial Claims: o índice, que mede o número de pedidos de auxílio-desemprego nos EUA, será apresentado às 9h30. Às 10h45, serão apresentados os números do Chicago PMI. 

Cenário externo
As bolsas europeias e asiáticas têm um dia de cautela à espera de novas indicações do Federal Reserve, após o ânimo do início da semana com a fala “dovish” da chairwoman da autoridade monetária, Janet Yellen. Hoje, dirigentes do Fed de Chicago Charles Evans e de Nova York William Dudley falarão, às 10h45 e às 18h00 respectivamente.

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O japonês Nikkei teve queda de 0,71%, enquanto Hang Seng teve leve baixa de 0,13% e Xangai subiu 0,12%. Sobre a China, a agência de classificação de risco S&P rebaixa perspectiva do rating do país para negativa.

Enquanto isso, na Europa, o dia é de queda, com o DAX registrando baixa de 0,75%, o FTSE em queda de 0,67% e o CAC 40 caindo 1,29%, com os olhos também voltados para os EUA. Entre os dados econômicos, o Produto Interno Bruto (PIB) do Reino Unido cresceu mais que originalmente estimado no quarto trimestre do ano passado, segundo revisão publicada hoje pelo Escritório para Estatísticas Nacionais (ONS, na sigla em inglês) do país. 

O Ibovespa Futuro é um bom termômetro de como será o pregão, mas nem sempre prevê adequadamente movimentos na Bolsa a partir do sino de abertura.

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