Dólar acumula sexta alta em sete sessões, mas segue abaixo dos R$ 2,30

Expectativa de atuação do Banco Central não permite que a moeda se distancie da barreira psicológica

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SÃO PAULO – Em um dia de instabilidade no mercado de câmbio, o dólar comercial encerrou a sessão em leve alta, mas ainda abaixo dos R$ 2,30, mesmo depois de ter acumulado seis altas consecutivas nas sete sessões anteriores.

Os investidores estiveram divididos entre a expectativa de entrada de recursos, uma vez que a captação realizada pelo Tesouro na segunda-feira poderia encorajar agentes do setor privado a lançar seus bônus, e a expectativa de atuação do Banco Central, em função do baixo patamar da moeda.

Fed eleva juro nos EUA

O Fed elevou pela décima primeira vez consecutiva a taxa básica de juro da economia dos Estados Unidos nesta terça-feira, para 3,75% ao ano, e sinalizou novos aumentos da taxa. A decisão contrariou alguns analistas, que esperavam que a passagem do furacão Katrina pudesse fazer com que a entidade interrompesse os ajustes nos Fed Funds.

No cenário doméstico, a FGV (Fundação Getúlio Vargas) divulgou, pela manhã, os dados da segunda prévia do IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) de setembro, que revelaram deflação de 0,54% no período. Em agosto, a variação foi negativa em 0,49%.

Dólar fecha em alta

O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,2980 na compra e R$ 2,2990

na venda, leve alta de 0,04% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,5630, representando um ágio de 11,53%
em relação ao dólar comercial.
Apesar desta alta, o
dólar acumula desvalorização de 2,50% em setembro, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.

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No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 13,34%.

Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em outubro
encerrou o dia cotado a R$ 2.311,
leve alta de 0,13% em relação ao fechamento
de R$ 2.308

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da última segunda-feira. O contrato com vencimento em novembro, por sua vez, fechou em leve alta de 0,09%,
atingindo R$ 2.337 frente
à R$ 2.335 do fechamento anterior.
Curva de FRA de cupom cambial

O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 3,62% para novembro de 2005, com queda de 0,05 ponto percentual em relação à cotação de ajuste da sessão anterior. Já o contrato referente a janeiro de 2006, encerrou a 3,75%, com queda de 0,03 ponto percentual em relação ao fechamento da sessão anterior.