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SÃO PAULO – O dólar comercial terminou em alta de 0,31% nesta sexta-feira (10), terminando a semana a R$ 1,7266 na venda. Assim, a moeda norte-americana termina o período entre 6 e 10 de fevereiro com ganhos de 0,55% – sua primeira sequência de cinco pregões positivos no ano, terminando com as cinco semanas consecutivas no vermelho.
O mau humor nos mercados aconteceu em função da instabilidade econômica que toma conta da cena europeia, especialmente da Grécia. Por lá, os principais partidos políticos da Grécia acordaram sobre um novo plano de austeridade, o qual foi considerado insuficiente pelos credores internacionais. Um dos partidos da coalizão, o LAOS, optou por não aceitar novas medidas, levando à renúncia de quatro ministros. Ainda na Europa, o parlamento alemão começa a votar a aprovação do segundo pacote de austeridade à Grécia.
Referências domésticas
Por aqui, o Banco Central anunciou ajustes técnicos nas regras dos depósitos compulsórios sobre recursos a prazo. As mudanças se referem às regras, anunciadas em dezembro, quando a instituição havia definido um cronograma para reduzir o percentual desses depósitos, que são remunerados pela Selic.
Vale destacar também os resultados piores que o esperado da Petrobras (PETR3, PETR4), que mostraram um desempenho bem pior que o esperado pelos analistas de mercado. Por conta disso, os papéis da petrolífera operam com desvalorização de mais de 5% nesta tarde, pressionando o Ibovespa para o campo negativo.
Por ser uma das ações com maior volume financeiro de negociações, a desvalorização delas pode acabar tendo efeito no câmbio, já que sinaliza uma maior saída de investidores da bolsa brasileira – e como o investidor estrangeiro tem forte relevância no mercado brasileiro, isso traduz-se em uma alta da moeda norte-americana.
Agenda de indicadores
Na agenda desta sexta-feira, a FGV (Fundação Getulio Vargas) anunciou a primeira prévia de fevereiro do IGP-M (Índice Geral de Preços Mercado), que marcou deflação de 0,10%. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apresentou o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) do mês de janeiro, que apontou inflaçao de 0,56%. Também saiu o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), com inflaçao de 0,51%.
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Já na agenda norte-americana, destaque para a divulgação do indicador de déficit na balança comercial norte-americana em dezembro, que registrou US$ 48,8 bilhões, frente às projeções de analistas de US$ 48,2 bilhões. Também por lá, a preliminar do Michigan Sentiment, índice que mede a confiança dos consumidores na economia norte-americana, ficou abaixo do esperado, ao atingir 72,5 pontos. Já o Treasury Budget mostrou um déficit do orçamento governamental em US$ 27,4 bilhões, abaixo do que se esperava.
Dólar comercial, futuro e Ptax
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,7244 na compra e R$ 1,7266 na venda, alta de 0,31% em relação ao fechamento anterior.
Apesar desta alta, o dólar acumula desvalorização de 1,21% em fevereiro, frente à queda de 6,50% registrada no mês passado. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 7,63%.
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em março segue o dia cotado a R$ 1,735, alta de 0,58% em relação ao fechamento de R$ 1,725 da última quinta-feira. O contrato com vencimento em abril, por sua vez, opera em alta de 0,23%, atingindo R$ 1,744 frente à R$ 1,740 do fechamento de quinta-feira.
Já o dólar Ptax, que referencia os contratos futuros na BM&F Bovespa, fechou cotado a R$ 1,726 na venda, alta de 0,20%. Na semana os ganhos foram de 0,21%.
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O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,7251.
FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, opera a 1,05 para abril de 2012.