Dólar acompanha reversão de tendência no exterior e passa a operar em alta

Cenário para os mercados internacionais se deteriora, em sessão marcada pela ausência de referências entre indicadores

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SÃO PAULO – O dólar comercial opera em alta de 0,17% no início da tarde desta segunda-feira (23), revertendo a tendência apresentada no início do dia, em sessão marcada pela agenda escassa e noticiário corporativo movimentado por propostas de fusão e aquisição.

Sem maiores referências entre indicadores econômicos, os investidores atentam para as palavras de Thomas Hoenig, presidente do Federal Reserve de Kansas City, que ressaltou as ameaças sofridas pelas instituições financeiras menores, as quais sofrem maiores custos de capital que os grandes bancos – considerados “grandes de mais para falir”.

Após a declaração Hoenig, a cautela voltou a predominar entre os investidores, levando os mercados globais de ações ao campo negativo, ao passo em que a cotação da moeda norte-americana acompanha o cenário de maior aversão ao risco, registrando ganhos frente ao real.

Fusões & Aquisições
Após rejeitar a oferta hostil de US$ 39 bilhões feita pela BHP Billiton, a Potash teria sido abordada pelo grupo chinês Sinochem e pela Vale (VALE5). A empresa brasileira, contudo, afirmou que não comentará as especulações do mercado.

No setor tecnológico, a HP ofereceu US$ 24 por ação da 3Par, empresa de armazenamento de dados. A operação giraria em torno de US$ 1,6 bilhão, superior à proposta oferecida pela rival Dell.

Dólar futuro na BM&F também opera em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em setembro está sendo cotado a R$ 1.768, alta de 0,43% em relação ao fechamento de R$ 1.760 da última sexta-feira. O contrato com vencimento em outubro, por sua vez, opera em alta de 0,45%, atingindo R$ 1.781 frente a R$ 1.773 do fechamento de sexta-feira.