Dólar acompanha melhora de humor no mercado após Livro Bege e volta a cair

Sessão veio carregada de referências econômicas de peso, como proposta de Obama para déficit e dados do fluxo cambial no Brasil

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SÃO PAULO – O dólar comercial reverteu as altas dos dois últimos pregões e terminou a quarta-feira (13) em queda de 0,13%, cotado a R$ 1,591 na venda. Referências internacionais como o Livro Bege e o discurso do presidente norte-americano Barack Obama influenciaram nos humores por aqui, onde se viu a divulgação do fluxo cambial e mais intervenções por parte do Banco Central. 

A autoridade monetária brasileira adquiriu dólares por meio de leilões à vista em dois momentos durante a sessão: a primeira operação, ocorrida entre às 12h16 (horário de Brasília) e às 12h21 teve taxa de corte fixada em R$ 1,5895, marginalmente inferior aos R$ 1,5897 do segundo leilão diário, que se iniciou às 15h52 e teve término às 15h57. 

Ainda por aqui, destaque para a divulgação do fluxo cambial, que apresentou resultado negativo em US$ 14 milhões no acumulado dos primeiros seis dias úteis de abril, com o fluxo comercial ficando deficitário em US$ 94 milhões e o fluxo financeiro com superávit de US$ 80 milhões. 

O Banco Central divulgou também dados referentes às suas reservas internacionais, que contabilizavam US$ 320,918 bilhões até a última sexta-feira. Ainda de acordo com a autoridade monetária, nos primeiros dias de abril, foram adquiridos US$ 2,919 bilhões no mercado cambial à vista e US$ 440 milhões no mercado a termo. 

Referências internacionais
O presidente norte-americano, Barack Obama, anunciou em discurso na Universidade George Washington um plano para reduzir o déficit público em US$ 4 trilhões nos próximos 12 anos nesta quarta-feira, dia em que o congresso norte-americano discute a aprovação do Orçamento de 2011. 

Ainda nos EUA, o Livro Bege do Fed sinalizou que a economia dos Estados Unidos segue melhorando desde o início de março, embora alguns dos distritos tenham registrado um avanço moderado. Além disso, o relatório mostrou que as empresas tentam repassar os maiores custos aos consumidores, mas nem sempre com sucesso, e que o terremoto japonês impactou a economia do país mais fortemente do que o esperado. 

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Vale lembrar que o dólar seguia em alta até pouco após a divulgação do documento, quando a divisa norte-americana inverteu o sinal e passou a operar em queda, acompanhando a melhora de humor nas bolsas de Wall Street. Este melhor sentimento do mercado não contagiou o Ibovespa, que foi penalizado no pregão pela forte queda de importantes blue chips.

Dólar fecha cotado a R$ 1,591, queda de 0,13%
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,5890 na compra e R$ 1,5910 na venda, leve baixa de 0,13% em relação ao fechamento anterior. Com esta queda, o dólar acumula desvalorização de 2,45% em abril, frente à baixa de 1,98% registrada no mês passado. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 4,51%. 

Dólar futuro na BM&F também em queda 
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em maio, segue o dia cotado a R$ 1,590, baixa de 0,47% em relação ao fechamento de R$ 1,597 da última terça-feira. O contrato com vencimento em junho, por sua vez, opera em baixa de 0,25%, atingindo R$ 1,601 frente à R$ 1,605 do fechamento de terça-feira. 

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O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,5889000.

FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 3,88 para junho de 2011, 0,02 ponto percentual abaixo ao que foi registrado na sessão anterior.