Dólar acelera alta e volta a operar acima dos R$ 3,00

Nem mesmo o anúncio de que o Bird e o BID adicionaram US$ 3 bilhões à ajuda financeira habitual contribuiu para reduzir a cotação da moeda norte-americana

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SÃO PAULO – Nem mesmo o anúncio do Banco Mundial (Bird) e do o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), de que concordaram em adicionar US$ 3 bilhões aos recursos normalmente destinados ao governo brasileiro, totalizando uma ajuda financeira de US$ 7 bilhões para o Brasil, contribuiu para reduzir a cotação da moeda norte-americana durante as negociações desta sexta-feira.

A alta da moeda norte-americana se deve à falta de liquidez no mercado de câmbio, o que está forçando muitas empresas a liquidar as dívidas que não foram renovadas no exterior em moeda norte-americana. Além disto, o mercado está pessimista com resultado da última pesquisa eleitoral divulgada pelo Ibope, que apontou queda de 3 p.p nas intenções de votos de José Serra, que encontra-se agora empatado com Garotinho. Ciro saiu com em segundo lugar, com 27% das intenções de votos, e Lula em primeiro com 33% das intenções de votos.

Dólar sobe 3,60% e opera cotado a R$ 3,02
O dólar comercial opera cotado a R$ 3,0090 na compra e R$ 3,0200
na venda, forte alta de 3,60% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana opera negociada a R$
2,9830, representando um deságio de 0,86%
em relação ao dólar comercial.
Apesar desta alta, o
dólar acumula desvalorização de 13,09% em agosto, frente
a alta de 23,27% registrada no mês passado.

No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 30,45%.

Dólar futuro na BM&F
também opera em alta

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em setembro
opera cotado a R$ 3.011,
forte alta de 3,51% em relação ao fechamento
de R$ 2.909
da última quinta-feira. O contrato com vencimento em outubro, por sua vez, opera em forte alta de 2,36%,
atingindo R$ 2.945 frente
a R$ 2.877 do fechamento de

ontem.

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