Dólar acelera alta e opera cotado a R$ 3,509, com falta de liquidez no mercado

Nem mesmo rumores de que a missão do Governo começou a negociar com o FMI contribuiu para reduzir a alta do dólar

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SÃO PAULO – Depois da desaceleração da alta do dólar no início da tarde, com o Banco Central anunciando leilão de US$ 100 milhões em linha externa, e ainda com boatos de que a autoridade monetária teria vendido mais US$ 100 milhões no mercado à vista, o dólar voltou a operar com trajetória crescente de alta, alcançando o patamar dos R$ 3,50.

Rumores indicam que missão já iniciou negociações com FMI

Nem mesmo rumores indicando que a missão chefiada pelo secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Amaury Bier, que foi enviada para Washington já começou a negociar um novo pacote de ajuda financeira para o país com o FMI, contribuíram para reduzir a cotação da moeda norte-americana, que segue pressionada pela forte procura de empresas brasileiras, que estão pagando suas dívidas em dólar que não conseguiram ser renovadas.

Com o acordo do governo brasileiro com o FMI cada vez mais próximo de ser realizado, o risco Brasil está caindo neta quarta-feira, e o C-Bond subindo. Porém, tal fato também não contribuiu para acalmar o mercado, que está sofrendo com a falta de dólares e com dificuldade em refinanciar os vencimentos em moeda estrangeira.

Dólar sobe 6,53% e opera a R$ 3,509

O dólar comercial opera cotado a R$ 3,4790 na compra e R$ 3,5090
na venda, forte alta de 6,53% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana opera negociada a R$
3,2330, representando um deságio de 7,07%
em relação ao dólar comercial.
Com esta alta, o
dólar acumula valorização de 24,48% em julho, frente à alta de 12,48% registrada no mês passado.

No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 51,58%.

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Dólar futuro na BM&F

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em agosto
opera cotado a R$ 3.405,
forte alta de 3,81% em relação ao fechamento
de R$ 3.280
da última terça-feira. O contrato com vencimento em setembro, por sua vez, opera em baixa de 0,47%,
atingindo R$ 3.185 frente
a R$ 3.200 do fechamento de

ontem.

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