Dólar abre sessão em queda acompanhando clima de menor aversão ao risco

Aprovação alemã do Fundo de ajuda a Europa e bons indicadores norte-americanos dão o tom do dia para a divisa

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SÃO PAULO – Em dia movimentado tanto no front externo quanto no cenário doméstico, o dólar comercial opera em leva queda de 0,08%, cotado a R$ 1,835 na venda.

A movimentação a divisa é atribuída especialmente as noticias estrangeiras, com destaque para aprovação da expansão do EFSF (Fundo Europeu de Estabilização Financeira) pelo parlamento da Alemanha. A medida visa arrecadar € 57 bilhões, montante que seria dividido entre a União Europeia e seus estados membros.

No entanto, para que tais propostas tenham efeitos, elas devem ser aprovadas por todos os países membros da Zona do Euro. A expectativa é que as votações nos outros países ocorram até o início de outubro.

Outro combustível para a alta do dólar foi o indicador de crescimento da economia norte-americana, que avançou 1,3% no segundo trimestre de 2011, de acordo com dados anualizados divulgados nesta quinta-feira pelo Departamento de Comércio dos EUA. O resultado da terceira prévia do PIB (Produto Interno Bruto) ficou acima das expectativas do mercado, que sugeriam uma expansão de 1,2% na atividade do país.

Ainda no campo positivo, o número de pedidos de auxílio-desemprego reportados nos EUA na última semana veio melhor do que as expectativas do mercado. O Initial Claims registrou um total de 391 mil novos pedidos na semana até 23 de setembro, frente às projeções que giravam em torno de 419 mil solicitações.

Indicadores
Agenda de dados econômicos segue ao longo do dia. Mais tarde, nos EUA, será revelado o Pending Home Sales, indicador responsável por medir a venda de casas existentes no país com contrato assinado, mas ainda sem transação efetiva.

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Por aqui, os investidores acompanharam o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), elaborado pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) referente ao mês de setembro, que apotou inflação de 0,65%.

Ainda no Brasil, o BC (Banco Central) aumentou a projeção para a inflação oficial deste ano para 6,4%, segundo o relatório Trimestral de Inflação, divulgado nesta quinta-feira. Ainda segundo o documento, a projeção de crescimento para o PIB (Produto Interno Bruto) foi revisada de 4%, divulgada nos dois últimos Relatórios de Inflação, para 3,5%.