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SÃO PAULO – Seguindo o mesmo movimento de estabilidade apontado na véspera, o dólar comercial abre a sessão desta terça-feira (17) em leve queda de 0,1%, cotado a R$ 1,841.
Os motivos para este movimento encontram-se no cenário externo, que traz um noticiário distinto para os investidores. Octavio de Barros, diretor de pesquisas e estudos econômicos do Bradesco, destaca que as bolsas asiáticas fecharam em baixa na véspera, após o anúncio de queda do fluxo de investimento estrangeiro direto na China pelo quinto mês consecutivo, ainda que de maneira menos pronunciada do que o mercado esperava.
Porém, na Europa o momento é um pouco melhor. O mercado acionário opera em alta, seguindo o resultado levemente positivo do leilão de títulos da dívida espanhola – apesar de pagar maior taxa de juros, o governo vendeu mais títulos do que esperava -, e a inesperada melhora no índice de confiança do investidor na Alemanha.
“No mercado de câmbio, esperamos que o real permaneça relativamente estável, com ligeiro viés de apreciação em relação ao dólar, após fechar acima de R$ 1,84 no pregão de ontem”, completa o especialista do Bradesco.
No cenário interno, a cautela dos investidores também é atribuída ao primeiro dia de reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), quando será definida a nova taxa básica de juros para a economia brasileira.
Indicadores
Ainda por aqui, a Fipe (Fundação Instituto de PesquisasEconômicas) divulga o IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor), que apontou uma aceleração sobre o dado anterior e registrou inflação de 0,24% na segunda medição do mês.
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Nos Estados Unidos, o Housing Starts, que mede o número de casas em início de construção nos EUA, registrou 698 mil casas no resultado anualizado de fevereiro, abaixo dos 705 mil imóveis esperados pelo consenso de mercado compilado pelo site Briefing.com.
Os investidores acompanham tamém os dados do setor industrial norte-americano, com a estagnação da produção industrial em março – dando continuidade ao resultado de fevereiro -, contra expectativa de uma alta de 0,2%. Por sua vez, a capacidade utilizada na indústria marcou 78,6%, contra uma projeção de 78,5%.