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SÃO PAULO – O dólar comercial abre a sessão desta quarta-feira (5) em queda de 0,71%, cotado a R$1,855 na venda. O movimento da divisa é atribuído à melhora do humor no cenário externo, depois do relatório do FMI (Fundo Monetário Internacional), divulgado nesta manhã, que defende a recapitalização dos bancos europeus.
Segundo o órgão internacional, a melhor saída para a atual situação do setor na Europa seria a injeção de capital por parte do setor privado, endossando o coro dos ministros de finanças da Zona do Euro, segundo declaração de Oli Rehn, Comissário para Assuntos Econômicos da União Européia.
Ainda nesta toada de notícias capazes de amenizar o mercado, os investidores reagem bem o anúncio do ADP Employment nos EUA, o qual revelou a criação de 91 mil novas vagas no setor privado norte-americano, número superior a expectativa do mercado de 45 mil.
Europa impede queda maior
No campo menos otimista, o mercado reflete corte no rating italiano na véspera pela Moody’s, a qual rebaixou a nota em três níveis. A perspectiva para a nova ainda foi revisada para negativa.
Além disto, as perspectivas econômicas continuam negativas, uma vez que os rumores sobre um default da Grécia se intensificam, especialmente após o adiamento na votação sobre a parcela de empréstimo ao país para novembro.
Indicadores
Por aqui, o Banco Central reportará mais tarde o fluxo cambial de setembro, dado apresentado semanalmente que representa o movimento de entrada e saída de dólares do País. Mais cedo, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou o IPP (Índice de Preços ao Produtor), que apontou inflação de 0,20%.
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Nos Estados Unidos, a Associação de Executivos de Compras daquele país reporta o índice ISM (Institute for Supply Management), também conhecido como NAPM Index, responsável pela mensuração do nível de atividade industrial nos EUA. Ainda por lá, sairá o relatório semanal de estoques de petróleo. O documento é considerado uma importante medida, já que os EUA são o maior consumidor do combustível.