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SÃO PAULO – Pressionado pelo ingresso de recursos externos, o dólar comercial abriu em queda, refletindo um movimento de ajuste após a moeda fechar em alta por duas sessões consecutivas impulsionado pelas atuações do Banco Central.
Apesar da redução no juro básico, o patamar das taxas de juros internas continua elevado e, aliado a melhora na percepção de risco dos agentes para a economia brasileira, forma um cenário favorável à entrada de recursos externos no país, pressionando a cotação do dólar no mercado de câmbio.
Menor risco da história
Vale colocar que na última sessão, o Risco-Brasil atingiu o menor patamar desde o início da série histórica, em 1994, caindo 4% com 328 pontos básicos. No mesmo sentido, o conteúdo da ata da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que sinalizou a continuidade dos cortes no juro básico, mas não uma aceleração do ritmo das reduções, também favorece tais ingressos.
Outro fluxo que também pressiona é aquele proveniente das relações comercias que, conforme revelado pelos resultados da balança comercial do mês de novembro, foi o segundo maior superávit mensal do ano, além da média diária de importações e exportações baterem recordes históricos mensais para o comércio exterior do país.
Vale ressaltar que a pressão exercida por estes diversos fatores poderia ser compensada por atuações do Banco Central no mercado de câmbio no decorrer da sessão, já que a autoridade tem se mostrado presente com freqüência.
Dólar abre em queda
O dólar comercial está sendo cotado a R$ 2,1990 na compra e R$ 2,2090
na venda, baixa de 0,59% em relação ao fechamento anterior.
Apesar da
variação desta sexta-feira, a moeda norte-americana registra alta de 0,32%
neste mês de dezembro, porém uma desvalorização de 16,74% desde o início do ano.
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Confira a variação do dólar durante os últimos 30 dias:
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