Dólar abre em queda, mesmo com indicadores desfavoráveis nos EUA

Noticiário positivo na Europa permanece em foco; Espanha dissipa temores ao concluir venda de títulos de sua dívida

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SÃO PAULO – Apesar de indicadores piores do que o esperado nos Estados Unidos, o dólar comercial abre os negócios desta quinta-feira (17) com desvalorização, no lastro do noticiário favorável na Europa. Há pouco, a moeda era cotada a R$ 1,783, com queda de 0,39%.

Com a variação desta quinta-feira, a moeda norte-americana registra queda de 2,20% neste mês de junho, porém uma valorização de 2,29% desde o início do ano. 

Referências positivas
A Espanha anunciou nesta sessão que concluiu a venda de títulos de sua dívida prevista para dia, dissipando os temores de que o país não conseguiria realizar a emissão de títulos, já que a desconfiança sobre a capacidade da economia espanhola em manter-se solvente era forte no mercado. Cabe notar que a demanda na operação foi quase o dobro da oferta.

No Reino Unido as vendas ao varejo subiram 0,6% entre abril e maio, mais que o esperado, enquanto a produção do setor de construção da Zona do Euro caiu 0,3% em abril, contra alta de 6,5% vista em maio.

EUA
Destoando da agenda europeia, o Initial Claims contabilizou 472 mil novos pedidos de auxílio-desemprego na semana passada. O número se compara às 460 mil solicitações somadas na medição anterior e também à expectativa do mercado, que girava em torno de 450 mil pedidos.

Ainda na agenda norte-americana, o CPI (Índice de Preços ao Consumidor) exibiu deflação de 0,2% em maio, permanecendo abaixo das projeções dos analistas, cujas expectativas apontavam para variação negativa de 0,1%.

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Por sua vez, o déficit em conta corrente dos Estados Unidos atingiu US$ 109 bilhões no primeiro trimestre deste ano, ficando menor do que as expectativas de mercado, que giravam em torno de US$ 124 bilhões, de acordo com dados divulgados pelo Departamento do Tesouro dos EUA.

Brasil
Por aqui, o principal destaque da agenda fica para a ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), quando a autoridade elevou a Selic para 10,25% ao ano. Apoiando sua decisão nos indicadores econômicos divulgados desde abril, o comitê afirmou que “o conjunto de informações disponíveis evidencia continuidade da deterioração da dinâmica inflacionária na margem, embora em um ritmo menor”.

Dólar paralelo permanece em R$ 1,9000
No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$ 1,9000, representando um ágio de 6,80% em relação ao dólar comercial.

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Confira a variação do dólar durante os últimos 30 dias:
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