Dólar abre em queda, com mercado de olho na Europa e no rating do Brasil

Percepção de risco no exterior continua elevada, mas divisa norte-americana perde espaço frente a outras moedas

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SÃO PAULO – O dólar comercial abre em baixa de 0,25%, cotado a R$ 1,6280 na venda. Nesta terça-feira (24), os investidores continuam atentos ao cenário de risco no exterior, mas também repercutem a melhora na perspectiva do rating do Brasil pela Standard & Poor’s.

Apesar da variação desta terça-feira, a moeda norte-americana registra alta de 3,50% neste mês de maio, porém uma desvalorização de 2,29% desde o início do ano. 

Segundo os consultores da LCA, a tendência para o mercado de câmbio nesta sessão é de queda do dólar ante ao real, “por conta do recuo marginal do risco e da alta dos preços das commodities”. “Melhora da perspectiva para a classificação de risco do Brasil também colabora para apreciação do real”, acrescentam os consultores.

Cenário externo
No exterior, o dólar perde espaço frente outras moedas. Há poucos instantes, o euro registrava valorização de 0,36% ante a divisa norte-americana, cotado a US$ 1,4095, ao mesmo tempo em que a libra registrava alta de 0,22%, cotada a US$ 1,6155.

No entanto, a percepção de risco segue no radar, por conta principalmente dos temores em relação a crise fiscal na Europa. Nesta terça-feira, os juros cobrados da dívida portuguesa registram expressivas altas, e o custo para segurar a dívida grega atinge nível recorde.

Assim como no Brasil, a agenda de indicadores econômicos no exterior também é fraca nesta sessão, e nos EUA os investidores devem ficar atentos principalmente ao New Home Sales referente a abril. O indicador mede o número de casas novas vendidas no mercado norte-americano, e será divulgado às 11h de Brasília.

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Melhora na perspectiva do rating
Na última segunda-feira, já após o fechamento do mercado, a agência de classificação de risco Standard & Poor’s anunciou a elevação da perspectiva do rating da dívida do Brasil denominada em moeda estrangeira de estável para positiva.

Essa modificação pode servir como fator de pressão na cotação do dólar no mercado brasileiro, uma vez que aumenta a atratividade do investimento no Brasil por parte dos investidores estrangeiros, fato que serviria como reforço na demanda por reais.