Dólar abre em queda, com espera por indicadores norte-americanos

Principal anúncio é o PIB dos EUA, que pode sinalizar mais claramente sobre a decisão do Fomc em relação aos estímulos quantitativos

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SÃO PAULO – Depois de encerrar a última sessão em queda, o dólar comercial abre nesta sexta-feira (28) em baixa de 0,41%, cotado a R$ 1,7090 na venda, com o mercado atento aos números da economia norte-americana e aos movimentos do Governo.

Apesar da variação desta sexta-feira, a moeda norte-americana registra alta de 0,89% neste mês de outubro, porém uma desvalorização de 1,96% desde o início do ano.  

Brasil
No front interno, repercute a declaração do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmando que os países devem tomar medidas para proteger sua própria moeda, enquanto não é arquitetado um plano de solução global para o câmbio. “Teremos um momento importante agora, que será a reunião dos chefes de Estado do G-20”, afirmou o presidente.

Sobre a valorização do real, algumas empresas já enxergam como fator prejudicial para os negócios. O câmbio foi um dos principais assuntos da teleconferência da Usiminas sobre os resultados do terceiro trimestre, com o presidente da companhia, Wilson Brumer, dizendo-se preocupado, enquanto participante do setor siderúrgico, com o risco de perda de várias cadeias produtivas que têm condições de acompanhar o crescimento do Brasil mas têm sido afetadas por problemas sistêmicos, dentre eles o nível do câmbio. 

Estados Unidos
Novos indicadores econômicos dos EUA podem dar uma noção mais clara da direção a ser adotada pelo Fomc (Federal Open Market Committee), que se reunirá no próximo dia 3, em relação a medidas de estímulo quantitativo, que poderia pressionar o valor do dólar.

Em primeiro plano, fica a divulgação da primeira prévia do PIB (Produto Interno Bruto) dos EUA, marcada para as 10h30. Continuando na expressiva agenda de dados norte-americanos, serão divulgados também nesta sessão índices sobre o custo da mão-de-obra, nível de atividade industrial de Chicago e confiança dos consumidores.