Publicidade
SÃO PAULO – Mantendo o movimento de alta que marcou toda sua trajetória na véspera, o dólar comercial inicia a sexta-feira (10), com valorização de 0,34%, cotado a R$ 1,727.
A moeda segue na esteira da instabilidade econômica que toma conta da Europa, especialmente na Grécia. Na véspera, os ministros de Finanças da Zona do Euro não aprovaram o segundo pacote de resgate à Grécia, pois consideraram o plano de medidas de austeridade acordado entre os políticos gregos insuficiente. Agora, Atenas precisa cumprir mais exigências para receber a nova parcela de ajuda financeira, no valor de € 130 bilhões.
As medidas objetivam um corte de mais € 325 milhões no orçamento do governo e, segundo o presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, as metas têm de ser cumpridas até a próxima reunião de ministros europeus na quarta-feira.
Porém, no câmbio internacional, e segundo o analista-chefe do Danske Bank, Arne Lohmann Rasmussen, a rejeição da véspera do plano grego não promoveu uma maior vulnerabilidade do euro, não após o rali da moeda nas últimas semanas.
“Lembre-se, a maior subida do euro não foi apenas devido aos rendimentos mais baixos sobre os títulos italiano e espanhol ou ao acordo sobre a dívida final com a Grécia. Em nossa opinião, o euro mais forte reflete menos preocupações sobre uma nova recessão global e a subseqüente preferência por ativos de risco”, afirma.
Assim, se lá fora a tendência é de alta do euro, por aqui analistas também seguem a linha de que o caminho natural do real, no longo prazo, é o mesmo, apesar da movimentação menos estável dos últimos dias.
Continua depois da publicidade
“A tendência do dólar é de queda. Ele só subirá se o acordo na Grécia não for assinado. O dólar não tem força para subir sozinho. Ele precisa de uma ajuda fora, que só pode vir da Europa, especificamente da Grécia, ou dos EUA, ou o Governo brasileiro”, explicou na véspera o operador de câmbio da InterBolsa Brasil, Ovídio Soares.
Indicadores domésticos
Na agenda desta sexta-feira a FGV (Fundação Getulio Vargas) anunciou a primeira prévia de fevererio do IGP-M (Índice Geral de Preços Mercado) que marcou deflação de 0,10%.
O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apresentou o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) do mês de janeiro que apontou inflaçao de 0,56%. Também saiu o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), com inflaçao de 0,51%.
Continua depois da publicidade
Agenda dos EUA
Nos Estados Unidos, destaque para a Trade Balance (balança comercial) com base no mês de outubro, que mede a diferença entre os valores das importações e exportações realizações pelo país.
Também será revelado a preliminar do Michigan Sentiment, índice que mede a confiança dos consumidores na economia norte-americana. Por fim, será revelado o Treasury Budget, resultado do orçamento governamental de janeiro, divulgado pelo Departamento do Tesouro norte-americano.