Dólar abre em leve alta, com mercado atento a reforma da Previdência

A moeda norte-americana está sendo cotada a R$ 3,009 na venda, alta de 0,17% em relação ao fechamento anterior

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SÃO PAULO – Após o mercado ter analisado na última segunda-feira as projeções para a cotação do dólar contidas no relatório Focus do Banco Central, as atenções estarão voltadas nesta sessão para a continuidade da votação da reforma da Previdência em primeiro turno no plenário da Câmara.

Dólar opera em leve alta

Desta maneira, o dólar comercial está sendo cotado a R$ 3,0000 na compra e R$ 3,0090 na venda, alta de 0,17% em relação ao fechamento anterior.

Com a variação desta terça-feira, a moeda norte-americana registra alta de 1,31% neste mês de agosto, porém uma desvalorização de 15,22% desde o início do ano.

No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$ 3,0120, representando um ágio de 0,40%
em relação ao dólar comercial.

Aumento na procura

A alta observada na cotação da moeda norte-americana na última sessão, que foi marcada pelo baixo volume, deveu-se ao movimento de compras por parte de importadores, que aproveitaram o baixo preço relativo da moeda norte-americana.

Assim sendo, diante da ausência de novas captações no mercado externo, devido ao período de férias de verão no Hemisfério Norte, e da não confirmação de que agências de risco elevariam o rating da dívida soberana brasileira, os investidores deverão manter suas atenções sobre o desenrolar da reforma da Previdência.

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Retomada das votações

No cenário político, a bancada do PFL apresentou um destaque pelo qual busca manter a integralidade das pensões, enquanto o PSDB busca manter o texto constitucional referente ao tempo de cinco anos de exercício no cargo para o servidor se aposentar com o mesmo salário da ativa.

Desse modo, a possibilidade de eventuais mudanças no texto original da reforma voltou a trazer incertezas de até que ponto será conservada as propostas originais da reforma em seu texto final.

Finalmente, o mercado analisa a leve deflação de 0,01% medida pelo IPC (Índice de Preço ao Consumidor) da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisa Econômica) na primeira quadrissemana de agosto frente ao esperado pelo mercado, que apostava em inflação de 0,15% no período.

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