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SÃO PAULO – Depois de dois dias de grande liquidez no mercado de câmbio, o dólar começa os trabalhos desta quinta-feira (18) com forte alta de 1,2%, cotado a R$ 1,6030.
A liquidez apontada em dias passados não é mais vista, e deveu-se à continuidade do fluxo dos recursos de exportações que estavam depositados no exterior, o que gerou grande disponibilidade da moeda no mercado físico a vista, e determinou o recuo do preço da moeda americana.
Nesta quinta-feira, o mercado deixa transparecer o mau humor apontado nas últimas semanas e maior sentimento de aversão ao risco, refletindo a continuidade com as preocupações dos investidores com a desaceleração da economia internacional, mantendo a volatilidade nas negociações.
No cenário internacional, o relatório do Morgan Stanley despertou o mercado neta manhã com pouca amabilidade. O banco de investimentos cortou a projeção de expansão economia mundial em 2011. A expansão do PIB (Produto Interno Bruto), que era esperada em 4,2% anteriormente, foi rebaixada para 3,9%. Para 2012, a expectativa foi de 4,5% para 3,8%.
Mesmo assim, ouro e outras moedas acumulam valorização
Segundo os economistas do Bradesco, com o enfraquecimento acumulado da moeda norte-americana e a consequente busca de diversificação de ativos, a demanda por outras moedas e pelo ouro tem crescido, especialmente por parte dos governos ao redor do mundo.
“Isso explica a apreciação acumulada neste ano de moedas como euro, franco suíço e de outros países emergentes, como o Brasil, além dos metais preciosos”, explicam os especialistas.
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Ainda segundo o Bradesco, os dados divulgados recentemente pelo Conselho Mundial do Ouro mostraram que o crescimento das compras do metal pelos bancos centrais e outras instituições oficiais mais do que quadruplicou no segundo trimestre em relação ao mesmo período do ano passado. Até o momento, o montante soma 69,4 toneladas de ouro ante 14,1 toneladas comercializadas no segundo trimestre de 2010.
Indicadores fazem divisa subir
No decorrer do dia, os investidores deverão voltar suas atenções para os indicadores econômicos dos EUA que, até o momento, decepcionaram e podem puxar bastante a valorização do dólar por aqui.
Dentre eles o CPI (Consumer Price Index), índice de preços ao consumidor, que registrou inflação de 0,5% em julho, contra +0,2% projetados pelo mercado.
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Também foi divulgado o Initial Claims, índice que mede o número de pedidos de auxílio-desemprego, que veio pior do que as expectativas, registrando um total de 408 mil novos pedidos na semana até 13 de agosto, frente às projeções que giravam em torno de 400 mil solicitações.
Mais tarde, também nos EUA, os investidores acompanham o Leading Indicators, relatório que compreende vários índices já divulgados, como pedidos de auxílio-desemprego, custo de mão de obra e permissões para construção.
No Brasil, tivemos nesta manhã, o IGP-10, divulgado pela FGV (Fundação Getulio Vargas), que apontou aceleração, marcando 0,20% de inflação em agosto.