Dólar abre em baixa nesta terça de olho em resultados de empresas estrangeiras

Moeda desvaloriza-se 0,63%; grande volatilidade no mercado ainda é esperada, diz analista-chefe da SLW

Publicidade

SÃO PAULO – Diante da melhora na percepção de risco no mercado global com a divulgação de resultados corporativos norte-americanos acima do esperado, o dólar comercial é cotado a R$ 1,5720 na venda, baixa de 0,63% na manhã desta terça- feira (19). No mês de julho, a moeda norte-americana registra alta de 0,64%, mas desvaloriza-se em 5,65% desde o início do ano.

Apesar do otimismo, a semana segue pesada para o mercado financeiro, motivada pelas incertezas no velho continente e pela proximidade do dia “D” nos EUA, na próxima quinta-feira (21), quando será definido o limite de endividamento do governo norte americano.

“Diante das incertezas existe possibilidade do mercado continuar volátil. A expectativa positiva poderá vir da reunião entre deputados republicanos nos EUA, que devem votar uma proposta que eleva o limite de endividamento do governo federal em US$ 2,4 trilhões”, afirma o estrategista chefe da SLW Corretora, Pedro Galdi.

No entanto, entre os destaques positivos na divulgação dos resultados corporativos do 2T11, constam Coca Cola, Goldman Sachs, Johnson & Johnson, Yahoo e Apple. Segundo analistas, estes resultados podem ser o fio de esperança nas negociações de hoje e acalmar a forte valorização do dólar frente ao real, acompanhada nas últimas semanas.

Câmbio Internacional
Na comparação com as principais moedas internacionais, o dólar valoriza-se somente em relação ao franco suíço, 0,18%. Diante das demais, a divisa norte-americana perde espaço: o euro avança 0,41%, a libra 0,49%, o iene 0,05%.

Indicadores
Diante da grande movimentação externa, os indicadores de modo geral, internos e externos, não devem influenciar significativamente na variação do câmbio ao longo do dia, mas vale destacar algumas divulgações previstas para hoje. A agenda interna econômica desta terça-feira (19) tem como principal destaque o primeiro dia da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária).

Continua depois da publicidade

Nesta manhã tivemos a divulgação da taxa de desemprego pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que permaneceu estável em junho frente ao mês anterior, ficando em 6,2% no mês – a menor taxa para junho desde o início da série (março de 2002).

Também foi anunciando o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) pela FGV (Fundação Getulio Vargas), que apontou, pela segunda vez consecutiva neste mês de julho, deflação de 0,21%.

Nos EUA, foi divulgado o Housing Starts, que mede o número de casas em início de construção no país, e registrou 629 mil no resultado anualizado de junho, superando os 570 mil imóveis esperados. O órgão também publicou o Building Permits, número de autorizações para construção de novas casas nos EUA e serve como sinalizador do nível de atividade econômica do país. Em junho,o indice foi melhor do que as expectativas, ficando em 624 permissões, frente às 609 previstas pelo mercado.