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SÃO PAULO – O dólar comercial inicia os trabalhos desta terça-feira (13) em alta de 0,8%, cotado a R$ 1,819. Diante deste movimento, o diretor da NGO Corretora de câmbio, Sidnei Nehme, está certo de que a razão mais efetiva para o avanço da moeda norte-americana é a mudança de perspectiva, e não à eficácia das medidas adotadas pelo Governo.
“As ações do governo são muito generalizadas e intempestivas sobre fluxos cambiais que contêm um considerável volume de recursos não especulativos, que acabam prejudicados em detrimento do objetivo das autoridades monetárias brasileiras de atingir a parcela dos recursos que transitam por estes canais com o objetivo de especulação”, dispara Nehme.
Segundo ele, as medidas procuram conter os recursos essenciais para o país, ao invés dos possíveis volumes especulativos. “Em tese, o mal já foi feito, e nem tanto na dimensão que se propaga, agora as medidas acabam por atingir volume maior de ingressos saudáveis e essenciais para o financiamento do nosso déficit em transações correntes, que este ano pode atingir montante em torno de US$ 70,0 bilhões”, critica o especialista.
Indicadores
Na agenda doméstica desta terça-feira, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou a Pesquisa Industrial Mensal: Produção Física Regional de janeiro, que caiu em nove estados, dos 14 pesquisados.
Nos Estados Unidos, os investidores acompanham a divulgação do Retail Sales, relatório que mede as vendas totais do mercado varejista, registrou alta de 1,1% no mês de fevereiro, acima do apontado na divulgação anterior. Já o volume excluindo-se o segmento automóveis – considerado muito volátil – teve alta de 0,9% no mesmo período, frente a expectativa de 0,6%.
Também por lá, sairá mais tarde o Business Inventories, indicador que aponta o nível de vendas e de estoques das indústrias e dos setores de atacado e varejo com base no mês vigente. Por fim, o investidor estará atento à reunião do Fomc (Federal Open Market Committee) neste ano, que traçará os rumos da taxa básica de juro dos Estados Unidos.