Dólar abre em alta de 0,3% na expectativa do discurso de Bernanke

Mercado acredita que pacote trará maior liquidez à moeda; especialista discorda e espera que bancos sejam o alvo das medidas

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SÃO PAULO – Com os investidores ainda no aguardo do discurso do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, o dólar inicia os trabalhos desta quinta-feira (25) em leve alta de 0,3%, sendo cotado a R$ 1,6140.

Na próxima sexta-feira (26), Bernanke discursará ao mercado, com a expectatgiva de que um novo plano de estímulo para tentar estimular a maior economia do planeta. Especialistas acreditam que essa possibilidade de um QE3 (Quantitative Easing 3), já estaria forçando a elevação do dólar. Caso o tal pacote seja de fato anunciado, haverá maior injeção da divisa norte-americana na economia, promovendo sua desvalorização.

Na outra ponta, Sidnei Nehme, da NGO Corretora, acredita na impossibilidade de um QE3. “O atual ambiente mostra os bancos excessivamente entesourados e aplicados no Fed, “represando” o crédito, ao mesmo tempo em que grandes empresas também revelam excessos de caixa” explica o economista.

Sendo assim, Nehme acredita que as medidas não devem ser esperadas no sentido do aumento da liquidez cambial, mas sim no sentido de desestimular o represamento de recursos pelos bancos, reduzindo a zero ou, em caso extremo, negativando a rentabilidade, que parece improvável, mas que décadas atrás foi praticada pela Suíça.

Indicadores
Nos EUA, o Initial Claims, índice semanal que mede o número de pedidos de auxílio-desemprego, registrou um total de 417 mil novos pedidos na semana até 20 de agosto, frente às projeções que giravam em torno de 400 mil solicitações.

Por aqui, o IPC (Índice de Preços ao Consumidor Semanal) referente a terceira quadrissemana de agosto, apontou variação positiva nos preços, em alta de 0,44%. Já a FGV (Fundação Getulio Vargas) reportou a Sondagem do Consumidor referente ao mês de agosto, que recuou 4,6 pontos, passando para 118,7 pontos em um mês.

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Além disso, destaque para o IBGE (InstitutoBrasileiro de Geografia e Estatística), com a Pesquisa Mensal do Emprego de julho. Segundo o indicador, a taxa de desemprego ficou em 6,0% no mês – a menor taxa para julho desde o início da série (março de 2002).