Dólar abre em alta, com mercado digerindo aumento do IOF sobre derivativos

Governo elevou alíquota em 1% para as posições de compra e venda; desenrolar da situação europeia ainda segue em destaque

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SÃO PAULO – O dólar aponta leve movimento de alta nesta sexta-feira (16), cotado da R$ 1,7114, valorização de 0,15%, pautada pelo cenário externo e também pela nova elevação do IOF (Impostos sobre Operações Financeiras) sobre o mercado de derivativos, anunciada pelo governo pouco antes da abertura dos negócios.

A nova regra referente a operações com derivativos acrescenta a incidência do IOF de 1% levando em consideração também a redução da posição comprada de câmbio – antes, a preocupação do mercado era com as posições vendidas dos bancos, que apostavam na desvalorização do dólar.  O objetivo da medida é promover um equilíbrio no mercado de derivativos em ambas posições.

Europa segue em foco
Além da nova medida do governo, o cenário internacional continua dando o rumo dos negócios no mercado cambial. Segundo analistas, as novas medidas anunciadas pelo conselho de governadores do BCE (BancoCentral Europeu) que decidiu, em coordenação com o Federal Reserve, o BoE (Banco da Inglaterra), o BoJ (Banco do Japão) e o Banco Nacional da Suíça, realizar três leilões de venda de dólar, segue influenciando neste movimento.

Objetivo da medida é trazer liquidez em dólar aos bancos da zona do Euro, aumentando o poder de atuação das instituições do velho continente que reclamavam da dificuldade de ação devido a falta de ativos norte-americanos.

“Apesar de ainda não haver uma solução de longo prazo para a crise grega, os investidores interpretaram a iniciativa conjunta, anunciada pelo BCE, como um sinal de que as autoridades monetárias estão agindo com mais assertividade para evitar uma piora da situação”, afirma a diretor da câmbio da AGK Corretora, Miriam Tavares.

A expectativa para esta sexta é de aumento do clima pessimista em virtude do ambiente instável no exterior, o que pode promover pequenas correções nos mercados, com a bolsa apontado queda e o dólar reduzindo seu movimento de depreciação.

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Indicadores
Na agenda desta sexta-feira os investidores acompanharam no cenário doméstico a divulgação feita pela FGV (Fundação Getulio Vargas) do IPC-S (O Índice de Preços ao Consumidor Semanal), que apontou inflação de 0,69% na segunda mediação de setembro.

Mais tarde, nos EUA, será revelado o Michigan Sentiment, índice que mede a confiança dos consumidores na economianorte-americana, sendo dividido em duas categorias: situação atual e expectativas para o futuro.