Dólar abre a semana em alta, em meio a cenário externo instável

Reunião do Copom na quarta-feira e ritmo da economia norte-americana concentram a atenção dos investidores

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SÃO PAULO – Ainda no início da primeira sessão desta semana, o dólar comercial opera em alta, cotado a R$ 1,6760 na venda, avanço de 0,48%, com o mercado atento ao noticiário econômico interno e norte-americano, marcado por resultados de peso em Wall Street.

Por aqui, os investidores ficam na expectativa pela reunião desta semana do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central). Segundo o último relatório Focus, publicado nesta manhã, a projeção é que ocorra manutenção da taxa básica de juros da economia brasileira em 10,75% ao ano.

Sobre o último relatório Focus, os economistas ouvidos pelo Banco Central refletem os recentes movimentos do mercado de câmbio e apontam que a cotação deve fechar esse mês de outubro em R$ 1,68, sendo esta a terceira queda consecutiva na projeção. Essa tendência também já é observada na cotação projetada para o final deste ano, que está em R$ 1,70, ante a expectativa anterior de R$ 1,75.

Ainda nesta manhã, mais cedo foram divulgados o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) e o IGP-10 (Índice Geral de Preços – 10), ambos apurados pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

Ademais, o mercado também continua a repercutir as declarações do ministro da Fazenda Guido Mantega, sinalizando que o Governo intervirá mais uma vez no mercado de câmbio para conter o ritmo de valorização do real. Segundo Mantega, existe a possibilidade de limitar o nível de exposição ao risco das empresas, além da alavancagem no mercado futuro, principal preocupação apontada pelo ministro. 

EUA
O mercado também deve continuar atento às notícias vindas dos EUA. Na última sexta-feira, o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, declarou-se satisfeito com os efeitos das atuais medidas de estímulo econômico e aventou a possibilidade de medidas adicionais de acordo com o comportamento da economia norte-americana.

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Sobre esse último tema, ainda na sexta-feira foram divulgados novos dados a respeito daquela economia, que vieram acima do esperado pelo mercado nas vendas ao varejo e na produção industrial em Nova York. Por outro lado, a confiança do consumidor norte-americano veio abaixo das expectativas e o déficit orçamentário dos EUA foi de US$ 34,5 bilhões, contra projeção de US$ 33,5 bilhões.