Dólar abaixo de R$ 2,20, patamar não é atingido desde maio de 2001

A taxa de juros interna ainda é muito favorável à entrada de recursos, que pressiona fortemente a cotação da moeda

Publicidade

SÃO PAULO – Desde maio de 2001, a cotação da moeda norte-americana não operava abaixo dos R$ 2,20, e nesta segunda-feira, com um cenário favorável à captação de recursos externos, e com expectativas de que a alta nas taxas de médio e longo prazo nos EUA não gere impactos sobre o ingresso de recursos no país, o dólar rompe mais esta barreira e opera em forte queda.

Ao mesmo tempo, o resultado da balança comercial da primeira semana de setembro, com saldo positivo de US$ 889 milhões em apenas três dias úteis, é analisado positivamente pelo mercado, também pressionando a cotação do dólar comercial.

Vale colocar que a inflação de 0,63% revelada pelo IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna) de outubro, bem acima da medição de setembro e superior as projeções de 0,59% do mercado, aliada à possibilidade de mais uma atuação do BC no mercado de câmbio, poderá afetar as negociações da moeda, limitando sua trajetória de queda.

Moeda abaixo de R$ 2,20

O dólar comercial está sendo cotado a R$ 2,1960 na compra e R$ 2,1980 na venda, baixa de 0,68% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$ 2,4390 na venda, representando um ágio de 11,07% em relação ao dólar comercial.

Dólar futuro na BM&F também opera em queda

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em dezembro está sendo cotado a R$ 2.215,
baixa de 0,72% em relação ao fechamento
de R$ 2.231
da última sexta-feira. O contrato com vencimento em janeiro, por sua vez, opera
em baixa de 0,49%,
atingindo R$ 2.245 frente
a R$ 2.256 do fechamento de sexta-feira.