Publicidade
SÃO PAULO – A dívida líquida do setor público alcançou R$ 904,4 bilhões em fevereiro, frente à dívida de R$ 888,9 bilhões apurada em janeiro. Em termos de percentual sobre o PIB, a dívida manteve-se praticamente estável, atingindo 56,64% do PIB em fevereiro, contra 56,23% do PIB em janeiro.
Os números constam da Nota para Imprensa sobre Política Fiscal, divulgada pelo Banco Central na manhã desta sexta-feira.
Fatores condicionantes
Os principais fatores condicionantes da ligeira elevação da dívida pública entre janeiro e fevereiro deveu-se ao aumento das necessidades de financiamento, em 1,01 ponto percentual, ao impacto cambial sobre a dívida mobiliária interna indexada ao dólar e sobre a dívida externa líquida, em 0,18 ppt, à variação de paridade da cesta de moedas que compõem a dívida externa líquida, em 0,23 ppt e ao reconhecimento de dívidas, em 0,04 ppt.
Por outro lado, o avanço do PIB, valorizado em função do IGP-DI centrado, contribuiu para uma redução correspondente a 1,35 ppt da relação dívida/PIB entre janeiro e fevereiro deste ano.
Dívida bruta supera R$ 1 trilhão
A dívida bruta do governo geral, que inclui o governo federal, o INSS e governos regionais, alcançou R$ 1,185 trilhão, o equivalente a 74,2% do PIB, acima dos R$ 1,163 trilhão (73,6% do PIB) apurados em janeiro.
Já a dívida mobiliária federal fora do Banco Central, avaliada pela posição de carteira, totalizou R$ 644,8 bilhões, o que corresponde a 40,4% do PIB, acréscimo de R$7,9 bilhões com relação ao mês de janeiro, em função de resgates líquidos de R$ 3 bilhões, além de juros e correção cambial.
Além disso, destacaram-se, no mês os resgates líquidos de R$ 4,1 bilhões em NBC-E (Notas do Banco Central – Série E) e R$ 431 milhões equivalentes às colocações de LTN, que foram retomadas em fevereiro com a melhor percepção do mercado, mais disposto a adquirir títulos pré-fixados.
Dívida atrelada a câmbio recuou em fevereiro
Com relação à composição por indexador, a dívida pública mobiliária federal interna, na posição de carteira, somada às operações de mercado aberto, 18,4% estava denominada por títulos indexados a câmbio, abaixo do patamar de 18,8% apurado em janeiro.
Já a parcela indexada à taxa Selic atingiu 56,1% em fevereiro, contra 55,4% em janeiro, enquanto o percentual da dívida atrelada a títulos prefixados avançou de 1,7% para 1,8%, e a índices de preços subiu de 11,1% para 11,4%.
Finalmente, as operações de mercado representaram 10,5% do total da dívida em fevereiro, contra 11,2% em janeiro. Considerando-se as operações de swap cambial, a participação cambial em fevereiro atingiu 32,9% e a vinculada à taxa Selic, 41,6%.
Desta forma, o Banco Central segue dando seqüência à meta de reduzir a parcela da dívida atrelada à variação cambial e de elevar a exposição a índices de preços e a títulos pré-fixados. No entanto, a dívida indexada à taxa Selic registrou elevação em fevereiro, na contramão do objetivo do BC.