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SÃO PAULO – Os números revelados pela CPFL (CPFE3) em seu balanço referente ao segundo trimestre de 2012 vieram aquém das expectativas do mercado. Apesar do balanço revelar aumento do consumo percebido nas classes residencial e comercial, a empresa elevou custos mais que o crescimento de suas receitas.
Na opinião da equipe de análise da XP Investimentos, isso afeta seu desempenho operacional e leva a uma margem menor. “Nem mesmo os importantes avanços e seu programa de controle de despesas foram suficientes para que a companhia percebesse melhora em sua geração de caixa”, afirma.
Por fim, o maior volume de dívida contraída a partir da consolidação da CPFL Renováveis e considerando as aquisições feitas pela empresa, levaram a uma piora do resultado, na visão da equipe de análise.
Endividamento faz parte da estratégia
Com relação ao endividamento, apesar de ser elevado, os analistas da XP entendem que faz parte da estratégia de crescimento da companhia, especialmente no que tange a CPFL Renováveis. “Acreditamos que seu perfil majoritariamente indexado ao CDI (Certificado de Depósito Interbancário) seja um ponto positivo”, pondera.
Além disso, a empresa anunciou um dividendo – yield de 2,8% ante cotação de fechamento do dia 6 de agosto -, o que pode sustentar suas ações no curto prazo.
Contudo, os analistas afirmam que apesar da qualidade operacional como empresa, a CPFL3 é vista como um papel essencialmente caro dentro do contexto do setor elétrico.