Publicidade
SÃO PAULO – Em sua Nota de Mercado Aberto, divulgada nesta quarta-feira, o Banco Central apurou um estoque total da Dívida Pública Mobiliária Federal Interna (DPMFi) de R$ 873,61 bilhões no mês de março, configurando uma alta de 3,33% frente ao mês anterior.
O crescimento da dívida deveu-se, segundo o Banco Central, à apropriação de juros e à emissão líquida de títulos. A parcela de títulos pré-fixados, bem como daqueles atrelados à taxa Selic, foi ampliada. Em contrapartida, foram reduzidas as participações de títulos atrelados ao câmbio e a índices de preços.
Parcela de títulos pré-fixados foi ampliada
Foi registrado um aumento da parcela dos títulos públicos pré-fixados na composição da DPMFi, passando dos 20,43% em janeiro para 21,52%. Segundo o BC, o aumento deveu-se a uma emissão líquida de R$ 12,7 bilhões.
Por outro lado, a participação dos títulos atrelados à variação cambial na composição da DPMFi registrou nova redução no mês passado, passando de 6,02% em fevereiro para 4,94%. Vale lembrar que em dezembro de 2002, a participação desses títulos na composição da DPMFi era de 37%.
A parcela dos títulos atrelados à Selic na composição da DPMFi passou de 56,6%, em fevereiro, para 56,98%, em março, já consideradas as operações de swap.
Continua depois da publicidade
Prazo médio das emissões em ofertas públicas subiu
O prazo médio das emissões em ofertas públicas subiu no mês passado, passando de 25,50 meses, em fevereiro, para 27,16 meses, em março. O prazo médio das LTN´s (Letras do Tesouro Nacional) passou de 15,78 meses em fevereiro, para 15,13 meses, em março.
O prazo médio das LFT´s (Letras Financeiras do Tesouro), títulos pós-fixados e atrelados à Selic, passou de 30,66 meses, em fevereiro, para 32,07 meses em março. Por sua vez, o prazo médio das NTN-B/NTN-C (Notas do Tesouro Nacional – séries B e C), títulos pós-fixados e atrelados ao IGP-M, caiu para 92,06 meses, contra o intervalo de 116,52 meses observado em fevereiro.