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SÃO PAULO – O Banco Central apurou um estoque total da Dívída Pública Mobiliária Federal Interna (DPMFi) de R$ 761,8 bilhões no mês de agosto, configurando uma leve alta de 0,34% frente ao mês anterior. O governo deu continuidade à estratégia de redução da participação da dívida atrelada ao câmbio.
Entretanto, apesar de a redução na parcela da dívida exposta ao câmbio, o que representa uma melhora na composição da dívida, o prazo médio do endividamento vem se reduzindo fortemente, ou seja, o perfil da dívida vem apresentando piora.
Cresce parcela de títulos pré-fixados em agosto
Registrou-se uma elevação da parcela dos títulos públicos pré-fixados na composição da DPMFi, de modo que esta passou de 15,13% em julho para 16,66% em agosto, considerando-se as operações de swap. Conforme apresentado pelo BC, tal aumento decorreu de uma emissão líquida de R$ 10,3 bilhões de LTN´s (Letras do Tesouro Nacional), títulos pré-fixados do governo.
Dessa forma, a parcela de pré-fixados na composição da dívida pública interna permanece dentro do intervalo previsto de 13% a 23% pelo Plano Anual de Financiamento (PAF) do Tesouro Nacional. Para se ter uma idéia, em agosto do ano passado, a participação dos títulos pré-fixados era de somente 7,42%. O crescimento evidencia a estratégia do governo de aumentar a parcela da dívida prefixada.
Governo continua reduzindo exposição ao câmbio
Por outro lado, a participação dos títulos atrelados à variação cambial na composição da DPMFi registrou nova redução no mês passado, passando de 14,11% em julho para 13,15% em agosto, também sendo incorporadas as operações de swap.
Para se ter uma idéia, a exposição cambial chegou a 37% da dívida pública em dezembro de 2002 e sofre forte redução desde então.
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Também diminuiu a parcela dos títulos atrelados à Selic na composição da DPMFi, que passou de 53,77% em julho para 52,93% em agosto, configurando uma redução de 0,84 ponto percentual no período.
Recuo do prazo médio das ofertas públicas
O prazo médio da emissões caiu forte no mês passado, saindo de 20,47 meses em julho para 13,28 meses em agosto. O prazo médio das LTN´s (Letras do Tesouro Nacional) passou de 7,44 meses em julho para 7,96 meses em agosto.
O prazo médio das LFT´s (Letras Financeiras do Tesouro), títulos pós-fixados e atrelados à Selic, passou de 19,80 meses em julho para 15,40 meses em agosto, enquanto o prazo médio das NTN-B/NTN-C (Notas do Tesouro Nacional – séries B e C), títulos pós-fixados e atrelados ao IGP-M, passou de 83,83 meses em julho para 56,10 meses em agosto.
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Assim, pode-se concluir que o Tesouro Nacional segue com sua estratégia de redução da exposição cambial, fato que fica comprovado pelas análises da composição da dívida mobiliária interna em poder do público no mês de agosto. Porém, o perfil da dívida vem apresentando piora, dada a forte redução do prazo médio.