Dívida pública avançou 2,2% em setembro e segue acima de R$ 1 trilhão

De acordo com o Banco Central, este aumento se deu em função da emissão líquida de R$ 10,8 bilhões e da apropriação de juros

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SÃO PAULO – Em sua Nota de Mercado Aberto, divulgada nesta segunda-feira (23), o Banco Central apurou estoque total da Dívida Pública Mobiliária Federal Interna (DPMFi) de R$ 1,06 trilhão no mês de setembro, avanço de 2,20% em relação ao mês anterior, quando era de R$ 1,04 trilhão.

O resultado da DPMFi deveu-se basicamente, segundo o Banco Central, a emissão líquida de R$ 10,8 bilhões e apropriação de juros. No período, a parcela de títulos atrelados à taxa Selic apresentou um recuo, enquanto a participação de títulos com remuneração prefixada foi elevada.

Dívida atrelada ao câmbio e índices de preços

O percentual da dívida atualizada por índices de preços teve leve recuo no período, ficando dentro do intervalo estabelecido pelo PAF (Plano Anual de Financiamento), enquanto a parcela da dívida atualizada pela variação cambial recuou para 1,99%.

Ademais, de maneira geral, o prazo médio das novas emissões em ofertas públicas recuou, ao passar de 38,5 meses para 33,56 meses em setembro. O prazo médio do estoque da DPMFi recuou de 29,84 meses em agosto para 29,65 meses em setembro.

Parcela de títulos prefixados subiu

Foi registrado um aumento da parcela dos títulos públicos prefixados na composição da DPMFi, passando dos 31,49% em agosto para 32,83% em agosto. Segundo o BC, o resultado foi conseqüência da emissão líquida de R$ 17,3 bilhões em títulos prefixados.

Já a parcela dos títulos atrelados à Selic na composição da DPMFi passou de 42,50% em agosto para 41,45% em agosto, diante de um resgate de líquido de R$ 6 bilhões em LFT. Por sua vez, a participação dos títulos atrelados aos índices de preços permaneceu estável em 21,5%.

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Já a participação dos títulos atrelados à variação cambial, considerando-se as operações de swaps, na composição da DPMFi passou de -1,40% em agosto para -1,34% em setembro, o que corresponde a uma posição ativa em câmbio de R$ 14,2 bilhões.