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A dívida mobiliária federal fora do Banco Central referente ao mês de abril deste ano atingiu R$ 553,9 bilhões, representando 46,7% do PIB. O incremento de 1,0% em relação ao mês anterior reflete a variação cambial entre os meses e o aumento da taxa de juros referencial. Foram resgatados R$ 10,3 bilhões em LTN, que são pré-fixados, R$ 6,9 bilhões em LFT-A e R$ 690,6 milhões em LFT-B, que são títulos atrelados à taxa Selic. As colocações atingiram R$ 8,2 bilhões em LFT, R$ 2,9 bilhões em NBC-E, que são títulos cambiais e R$ 2,5 bilhões em créditos securitizados. Estas informações foram divulgadas pelo Banco Central nesta segunda-feira, em nota oficial sobre a política fiscal do Brasil referente ao mês de abril.
A participação da exposição cambial no total da dívida elevou-se de 23,2% para 24,4% reflexo da desvalorização cambial e das colocações líquidas de R$ 2,3 bilhões em títulos cambiais. Os títulos indexados à taxa Selic passaram de 50,8% para 51,1%, principalmente em razão de colocações líquidas de LFTs, no valor de R$ 544,1 milhões. A participação de papéis prefixados reduziu-se de 14,5% para 12,6% sobretudo pelos resgates de R$ 10,3 bilhões em LTN. Os títulos indexados ao IGP-M também tiveram sua participação aumentada de 3,0% para 3,2% devido a emissões líquidas de R$ 925,6 milhões em NTN-C. Deste modo, se explicita que o governo teve de se financiar mais através da colocação de títulos pós-fixados aumentando a vulnerabilidade da divida ao cenário econômico.
Enquanto a duração dos títulos públicos atingiu 9,46 meses, representando uma redução de 0,05 mês, o prazo médio dos títulos federais foi de 19,02 meses e supera em 0,3 mês o prazo médio dos títulos em março. Destaca-se no mês a colocação de títulos cambiais de curto prazo, que são as NBC-E de 139 e 213 dias, enquanto que foram emitidos títulos atrelados à taxa Selic de maior prazo, que são LFT de cinco anos e atrelados ao IGP-M, os NTN-C com prazo de 20 anos.
Em abril, a duração e o prazo médios dos títulos públicos federais emitidos em oferta pública apresentaram comportamentos distintos. A duração média alcançou 9,46 meses, com redução de 0,05 mês, em contrapartida à elevação de 0,3 mês no prazo médio dos títulos, que atingiu 19,02 meses. Analisando-se os fatores que afetaram a trajetória dessas variáveis, destacam-se a colocação de Notas do Banco Central – Série Especial (NBC-E), com prazos de 139 e 213 dias, a colocação líquida de Letras do Tesouro Nacional (LFT), com prazo de 5 anos, e a continuidade da oferta de Notas do Tesouro Nacional – Série C (NTN-C), com prazo de 20 anos.