Diversificar é palavra de ordem para ganhar nos títulos privados

Payden & Rygel reforça tese de "investimento globalizado" e se diz favorável à opção conjunta entre EUA e Europa

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SÃO PAULO – A diversificação é uma estratégia adotada pela maioria dos investidores que, preocupados em diminuir sua exposição ao risco, evitam concentrar recursos em uma única aplicação.

Não é difícil compreender a idéia no contexto da renda variável, sendo aconselhável a construção da conhecida “carteira de ações” para diminuir as chances de perda. Mas, obviamente, o conceito também é valido no mercado de títulos, sendo recomendável distribuir o investimento em um portfólio mais plural, ao invés de se prender a um único papel.

A idéia foi reforçada pelo time de especialistas da Payden & Rygel na última quarta-feira (23), quando a empresa divulgou relatório sobre a importância de diversificar. No centro da análise ficaram os papéis corporativos, que ganharam destaque após os títulos públicos perderem rendimento com a queda nos juros. Na tese, a diversidade assume aspectos bastante amplos, sendo aconselhável ultrapassar fronteiras geográficas para reduzir riscos e melhorar rendimentos.

Um país é pouco

De acordo com a agência de investimentos, os interessados em títulos corporativos devem prestar atenção nos dois mercados predominantes, mas sem enxergá-los como um dilema, como muitos insistem em olhar: o crescimento do mercado europeu fez dele um complemento do norte-americano, capaz de construir uma boa estratégia desinvestimento.

A Payden & Rygel lembra que quando monta um portfólio com aplicações nas duas frentes é possível atingir retornos maiores e com riscos menores devido às diferenças apresentadas nos dois mercados – que vão desde a evolução histórica à diferença nos ramos das participantes.

Nos EUA, o mercado de títulos corporativos é mais antigo, com importante participação desde a expansão das linhas férreas, que cruzaram o país no século XIX. A diversidade entre as empresas que emitem os papéis é também maior, incluindo desde grandes varejistas, como a Neiman Marcus, até gigantes do entretenimento, como a Disney.

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Já no continente europeu, a evolução do mercado remete décadas mais recentes, com a formação da Zona do Euro, em 1999. A unificação monetária abriu espaço para uma maior transparência nos negócios, além de remover a necessidade de hedge cambial nos investimentos de países diferentes. A diversidade entre as participantes é menor e a qualidade das empresas é considerada melhor, com nomes que vão de Nestle à Ericsson. O resultado não poderia ser mais promissor e, apesar do início tardio, o crescimento do mercado europeus segue a passos bastante acelerados.

Tese de investimento

Diante de tantas diferenças nas duas regiões, a orientação da Payden & Rygel assume caráter globalizado e sugere a exposição a ambos os casos: o investidor deve escolher aplicar tanto nos EUA, quanto na Europa, sem excluir uma opção por conta da outra. A alocação perfeita não deve, com isso, se restringir a um único mercado, sendo preciso transcender as fronteiras para ter mais chance de ganhar.